A Mercedes voltou a trocar a unidade motriz de Valtteri Bottas, a mais recente troca numa série que totaliza três motores adicionais aos permitidos por ano. O finlandês tem assim seis motores usados já este ano e isso deve-se a receios da sua equipa.
Estas trocas têm levantado muitas dúvidas sobre a fiabilidade das unidades germânicas, com Lewis Hamilton com quatro motores já usados, mas correndo o risco de ter nova troca. A Mercedes explicou que está a tentar jogar pelo seguro e que prefere as penalizações do que uma falha catastrófica que implique zero pontos no final da prova:
“Não terminar uma corrida, seja por causa do chassis ou de uma falha da unidade motriz, seria catastrófico para o campeonato e, em consequência disso, estamos a tentar evitar isso da melhor forma possível até ao final do ano. No caso da Valtteri, isso significou ter mais um motor de combustão interna para nos certificarmos de que tínhamos absolutamente o melhor compromisso” disse James Vowles, responsável pela estratégia da Mercedes.
Bottas, depois de ter começado em nono lugar após a sua penalização na grelha de cinco lugares, terminou em sexto em Austin. A Mercedes diz que o novo motor não lhes deu um enorme aumento de velocidade – mas assegurou um melhor equilíbrio entre o ritmo e a fiabilidade: “Quanto a ter melhorado o desempenho [de Bottas], sim uma pouco, mas trata-se mais do equilíbrio para o resto da temporada”, acrescentou Vowles. “Portanto esta mudança, por mais dolorosa que tenha sido durante o Grande Prémio de Austin, irá de facto pagar dividendos ao longo das próximas corridas”.











