2022 traz uma nova era ao nível técnico, com muitos desafios para os engenheiros. Mas também os pilotos vão ter problemas, como explicou o diretor técnico da Alfa Romeo, Jan Monchaux.
Carros que permitem mais lutas roda com roda mas também mais desafiante para os pilotos. Era esta a vontade da F1 quando pensou nos novos carros para 2022. E se ainda não sabemos se as lutas roda com roda estão garantidas, o maior desafio para os pilotos deverá ser uma realidade. E os motivos são muito simples: mais peso e menor apoio aerodinâmico.
Sabemos que os carros atuais produzem quantidades espantosas de apoio aerodinâmico que colam os carros à pista, permitindo curva a velocidades estonteantes. Mas isso acabará em 2022, com carroçarias muito mais simples e sem apêndices aerodinâmicos. Claro que a perda de apoio será em parte compensada com um fundo plano bem mais eficiente, mas não será o suficiente, com os níveis de apoio a caírem para os níveis de 2014/2015, segundo alguns engenheiros. Mas o maior problema será o peso dos carros. Os 752 kg atuais irão transformar-se em 790 kg o que significar mais massa em curva e maior dificuldade de controlo do carro, um cenário que piora com sistema de suspensão que não permitirão um controlo tão eficiente das transferências de massa e da altura ao solo o que levará inevitavelmente a carros com um comportamento muito mais difícil de domar.
“Mesmo que todas as equipas sejam muito criativas, vamos ter dificuldade para recuperar a autoridade que costumávamos ter em algumas características aerodinâmicas específicas”, disse Jan Monchaux, ao RaceFans.
“Os pneus e jantes estão a ficar muito mais pesados”, disse Monchaux. “O peso não suspenso também vai tornar a viagem mais complicada. Há algumas mudanças sérias em termos de suspensão. Não há mais nenhuma suspensão hidráulica nova, pelo que todos os tópicos relacionados com a condução pioram. Eu creio que, no geral, se os carros têm algumas características específicas menos controladas ou não numa janela tão grande como costumavam ter graças a todas as as asas e à adição da massa não suspensa, modificações nos regulamentos, poderão ser mais complicados de conduzir”, concluiu Monchaux. “Especialmente em condições de muito vento ou em algumas condições extremas em que, tendo menos ferramentas, poderá não ser possível recuperar totalmente as perdas que temos. Mas continua a ser especulativo.”










