Não é novidade para ninguém que o GP de França de F1 foi, para a Ferrari o ponto baixo da época, mas segundo Carlos Sainz, a reação da equipa pós-corrida foi “uma das coisas mais impressionantes que já vi como piloto”. O espanhol diz que a reação da equipa a Paul Ricard, que no seu caso redundou em ficar a 99,3 segundos do vencedor, foi incansável: “Tem havido muita ênfase e foco nesta questão. O recuo competitivo em Paul Ricard foi dramático, de certa forma, porque ficámos todos muito surpreendidos e dissemos: OK, precisamos de mudar isto, e temos de enfrentar isto de forma agressiva e o mais depressa possível”, disse o espanhol: “No minuto em que isso aconteceu, voámos todos de volta a Maranello, organizámos algumas reuniões, algumas análises e foram dois, quase três dias de trabalho intenso no simulador, em simulações, de modo a compreender melhor o nosso carro, para ver qual era o problema que estava a causar este enorme problema. A forma como a equipa reagiu foi impressionante. Ver uma equipa tão grande, um barco tão grande a ir ao encontro de uma só direção, todos ‘empurrando’ na mesma direcção para resolver este problema, e ver quantas teorias, quantos projetos surgiram para tentar resolvê-lo, foi um dos sentimentos mais impressionantes que tenho como piloto, só de ver uma organização tão grande a enfrentar um determinado problema”, acrescentou o espanhol que vem de vários bons resultados. Sainz assegurou um pódio na Hungria, Charles Leclerc, abandonou na volta 1 no caos de Hungaroring, depois do sucesso em Silverstone. Sainz continuou a explicar que os engenheiros da Ferrari merecem ser elogiados pelo seu trabalho para resolver o problema dos pneus da Ferrari: “Gostei muito, e foi um bom processo. Como pilotos, obviamente não podemos fazer muito mais do que dar um feedback preciso, detalhes precisos sobre o que sentimos no carro, como sentimos que os pneus estão a ser afetados pela nossa pilotagem, sobre o equilíbrio que temos, e deixar os engenheiros tratar do resto. Foi muito divertido e eu gostei muito”, disse.










