A Ferrari diz ter sofrido danos nos seus monolugares no valor de mais de 2.5 milhões EUR, apenas na primeira metade da época. O líder da equipa, Mattia Binotto, sugeriu que as equipas fossem dispensadas do limite orçamental para pagar os danos de acidentes não causados pelos seus próprios pilotos.
Günther Steiner, da Haas, cuja equipa também sofreu acidentes dispendiosos, e que não tem os mesmos meios financeiros que a Ferrari, não concorda com a visão de Binotto.
“Precisamos de viver com isso, precisamos de orçamentar. Precisamos de ser suficientemente flexíveis, isso é uma boa gestão, porque, de repente, se tivermos menos acidentes, será que voltamos a baixar, o limite orçamental? Então, ajustamo-lo para quantos acidentes? Penso que faz parte das corridas e fará parte do risco que se corre numa prova e do que quer que se faça. Faz parte das corridas, dos acidentes. Não se pode ajustar o regulamento orçamental [com base] no número de acidentes que se tem. Para mim, não é necessária qualquer alteração”.











Um “pobrezinho” a dar lição a um “rico” 🙂
O ajuste só interessa a quem tem os bolsos cheios. Quem sempre esteve aflito para conseguir o orçamento, está aflito com e sem teto orçamental. Estou com o Steiner: os orçamentos devem contemplar margem para os imprevistos, não serem todos no limite e alargarem-nos quando acontecem imprevistos. Quanto muito, em situações extremas, que se permita gastar por conta do orçamento do ano seguinte, que seria automaticamente reduzido. Ou então acabem com o tecto orçamental de too, não vale a pena ter uma peneira.