Lewis Hamilton venceu o GP da Grã-Bretanha que ficou marcado pelo incidente na primeira volta. Max Verstappen e Lewis Hamilton não evitaram um toque que atirou o piloto da Red Bull para fora da pista (foi para o hospital para observações). Quem lucrou foi Charles Leclerc que passou para a frente e liderou a maioria da corrida, sendo pressionado no final por Hamilton, não conseguindo defender-se do britânico que recuperou de uma penalização de 10 segundos.
Com escolha livre de pneus para o arranque, todos os pilotos na grelha escolheram os pneus médios, com Sérgio Pérez a sair das boxes com pneus duros.
Max Verstappen e Lewis Hamilton largaram bem (com Hamilton ligeiramente melhor) e a luta foi agressiva durante meia volta, com Valtteri Bottas a perder a posição para Charles Leclerc nos primeiros metros. A luta entre os homens da frente foi espetacular, até que a meio da volta aconteceu um toque entre os pilotos da Red Bull e da Mercedes, o que atirou Verstappen contra as proteções da pista, acabando com as esperanças de um bom resultado para o neerlandês, visivelmente abalado com o impacto. O incidente levou à entrada em pista do Safety Car e logo a seguir foram mostradas bandeiras vermelhas.
Nesta fase tínhamos Leclerc na frente, seguido de Hamilton, Bottas, Lando Norris, Daniel Ricciardo, Sebastian Vettel, Fernando Alonso, Carlos Sainz, Kimi Raikkonen e Esteban Ocon no top 10. Kimi Raikkonen foi o homem que mais se destacou no arranque, tal como Sainz e Stroll.
Christian Horner não perdeu tempo e culpou Lewis Hamilton pelo incidente com Max Verstappen.
Horner entrou em comunicação com o diretor de corrida Michael Masi e disse de forma clara “qualquer piloto que tenha corrido nesta pista sabe que Copse não é uma curva onde se tente uma ultrapassagem e a curva era de Max. Espero que tenhas isso em conta pois a culpa aqui é 100% de Hamilton.”
Jonathan Wheatley, diretor desportivo da Red Bull, também apontou o dedo a Hamilton usando o mesmo argumento.
A interrupção foi algo demorada com o sistema elétrico do carro de Verstappen a demorar a ficar em segurança, mas eventualmente o carro foi removido e as proteções da pista foram reparadas.
O recomeço da prova seria feito com uma nova largada estacionária com Leclerc na “pole”, seguido dos dois Mercedes e dos dois McLaren.
No arranque, Leclerc manteve-se na frente, seguido de Hamilton e Norris que conseguiu levar a melhor sobre Bottas, com outro mau arranque. Sebastian Vettel caiu na classificação, perdendo o controlo do seu carro sem influência de adversários. Hamilton foi penalizado com 10 segundos pelo incidente com Verstappen, o que colocava aparentemente o britânico longe da vitória.
Leclerc conseguiu afastar-se do Mercedes de Hamilton, que também conseguiu alguma distância para Norris, que nesta fase estava numa boa posição, ganhando tempo a Bottas.
Sérgio Pérez era 13º a tentar chegar aos pontos para a sua equipa, tentando minimizar o estrago da desistência de Verstappen.
Na volta 10, Lance Stroll, que recuperou 6 posições desde a largada, começava a pressionar Fernando Alonso pelo sétimo lugar, depois de Carlos Sainz ter passado pelo piloto da Alpine no recomeço da prova.
Na volta 15, Leclerc queixou-se de cortes na potência do motor, com Hamilton a aproximar-se. O monegasco teve de mudar alguns parâmetros enquanto o piloto da Mercedes se aproximava cada vez mais, um problema que se foi mantendo durante algumas voltas.
Quatro voltas depois, começamos a ver as primeiras paragens nas boxes, com os pneus médios começarem a sofrer com bolhas, tal como ontem na corrida sprint. Mais atrás, Carlos Sainz começava a pressionar Ricciardo enquanto Bottas ia se aproximando de Norris. Os McLaren começaram a lançar os seus dados, com Ricciardo a parar na volta 21 e Norris a parar na volta seguinte, numa paragem demorada que beneficiou Bottas, ficando à frente do jovem britânico após a sua troca de pneus.
Na frente, Leclerc continuava com problemas com cortes na potência da sua unidade motriz, sempre com Hamilton por perto.
Na volta 28 Hamilton entrou na via das boxes para cumprir a penalização e trocar de pneus, caindo para a quinta posição. Neste momento tínhamos dois Ferrari na frente com Leclerc e Sainz a fazerem uma excelente gestão dos pneus. Bottas era terceiro e Norris quarto.
Sainz foi o primeiro da Scuderia a parar na volta 29, numa paragem demasiado lenta, caindo para sexto. A paragem de Leclerc correu muito melhor e o monegasco manteve-se na frente das operações, numa tarde que parecia sorrir à equipa de vermelho.
Hamilton começava a pressionar Norris, com o campeão britânico cada vez mais perto do seu jovem compatriota, que tentava segurar um lugar no pódio sem sucesso, dada a vantagem de Hamilton.
A tarde melhorava para a Mercedes, com as contas do título a melhorarem, enquanto Pérez tentava amealhar os pontos possíveis, nesta fase já em nono. Vettel, com problemas no seu Aston Martin, teve de desistir da corrida, numa tarde para esquecer.
Pérez voltou a parar na volta 39 para tentar um ataque final aos pontos, caindo para o 17º lugar, quando faltavam 12 voltas para o fim, enquanto na frente, Bottas abria a porta a Hamilton, que iria tentar chegar ao Ferrari #16.
Os McLaren não pareciam estar tão competitivos com os pneus duros, o que retirava Norris da luta pelo pódio, enquanto víamos Hamilton a aproximar-se cada vez mais da frente.
Kimi Raikkonen cometeu um erro e caiu na classificação enquanto Hamilton estava cada vez mais perto de Leclerc. Pérez voltou a parar para calçar os pneus macios e roubar o ponto da volta mais rápida ao #44 da Mercedes.
Na volta 50, na mesma curva onde tocou em Verstappen, Hamilton passou para a frente da corrida, passando Leclerc numa manobra agressiva. O piloto da Mercedes concluiu de forma brilhante a sua recuperação, depois de um toque que vai dar que falar, e venceu a “sua” corrida pela oitava vez, seguido de Leclerc e Bottas no pódio. Lando Norris e Daniel Ricciardo completaram o top 5.










