A FIA e a Fórmula 1 decidiram baixar o downforce dos monolugares de F1 em cerca de dez por cento para 2021, não só porque os carros se estavam a tornar demasiado rápidos, mas também para aliviar um pouco o ‘stress’ da Pirelli quanto aos pneus.
Segundo a própria marca de pneus, as equipas não precisaram muito para recuperar metade do que perderam via regulamentos: “O plano original redundou numa redução da força descendente de 10%”, começou por dizer Mario Isola, chefe da Pirelli, citado pela Auto Motor und Sport. “O que encontramos na realidade foram valores de downforce que foram cerca de 4 ou 5 por cento abaixo do ano passado. Portanto, as equipas já recuperaram uma boa parte. Isto mostra que tomámos uma boa decisão para tornar os pneus mais robustos, de modo a que ainda possamos estar seguros na segunda parte da temporada”, disse.
Os novos pneus lidaram tão bem com os carros de 2021 que a Pirelli até concordou em deixar as equipas reduzir as pressões em 1,5 PSI: “Isso melhorou o equilíbrio dos carros. A tendência para subviragem desapareceu, e o risco de sobreaquecimento também foi reduzido.
Quase não tivemos problemas no Bahrein. O granulado não foi de todo um problema, e quase não notámos qualquer vestígio de bolhas.
Vamos agora entrar na época com estes números, mas se as equipas recuperarem mais durante o ano e as cargas de pneus aumentarem novamente, reservamo-nos o direito de reajustar e aumentar novamente as pressões mínimas”, disse Isola, referindo-se quase com toda a certeza a Zandvoort e ao seu famoso ‘banking’ que tantas dores de cabeça deu à Michelin em Indianapolis 2005. Lembram-se? Tiago Monteiro recorda-se muito bem…












