A F1 tem este ano apenas três dias para testar as soluções para o arranque da época. Normalmente as equipas têm mais dias para preparar as novas soluções e isso poderá ser uma dor de cabeça.
No ano passado a F1 teve seis dias de testes, divididos por três dias por semana, ou seja, o dobro do que as equipas têm este ano. Em 2020 as equipas completaram no total 7784 voltas. Com metade do tempo estamos à espera que as equipas completem pouco menos de quatro mil voltas.
Se por um lado os carros são evoluções de 2020 com muitos componentes e sistemas que foram trazidos de 2020, por outro lado temos três unidades motrizes novas em pista, temos novos conceitos aerodinâmicos a serem usados, novas suspensões. Não é muito diferente do que temos numa época normal. Ou seja, o mesmo trabalho para metade do tempo. E isto pode revelar-se decisivo pois qualquer equipa que comece mal nos testes não terá tempo para repensar e testar novamente na segunda semana. Terão de ir logo para a pista e fazer o primeiro GP. E a Red Bull já provou várias vezes que apesar de terem recursos e pessoal muito talentoso, torna-se difícil recuperar a tempo de um arranque menos conseguido.
Ontem vimos a Mercedes a ter um mau arranque com uma manhã perdida, algo muito pouco comum. Será que isso irá afetar a equipa e a performance? Será que as restantes equipas têm este ano uma real oportunidade para desafiar os flechas de prata? Teremos de esperar para ver, mas o tempo para recuperar de erros é muito menor.











