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F1: As histórias que queremos ver na 3ª temporada de Drive to Survive da Netflix

José Luis Abreu by José Luis Abreu
21 Fevereiro, 2021
in Destaque Homepage, F1, FÓRMULA 1, Newsletter
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F1: As histórias que queremos ver na 3ª temporada de Drive to Survive da Netflix

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A Netflix anunciou a data de lançamento da terceira temporada da série Drive to Survive, 19 de março, que muito tem feito pela Fórmula 1 junto de público que eventualmente não fosse adepto. Logicamente, para os fãs hardcore é uma série imperdível e numa altura em que já sabemos quando a poderemos ver, o que queremos é saber que temas ali vão ser tratados. Aqui ficam algumas ideias:

Por exemplo como se viveu por dentro da polémica do Racing Point RP 20, o Mercedes ‘cor-de-rosa’. A Racing Point surgiu em Barcelona com um monolugar que era um cópia quase exata do Mercedes W10, brilhou em Barcelona, nos testes e deixou a f1 em polvorosa. A equipa assumiu que copiou o Mercedes W10, e Andy Green, responsável técnico da equipa, referiu que “se é para copiar, nada melhor que o fazer com o carro campeão”. A equipa defendeu que “construímos o nosso carro inteiramente com os nossos recursos”. Mas não era possível copiar conceitos através de fotografias, por que as fotografias só mostram a superfície e por isso a FIA investigou, e a ‘coisa’ não acabou bem para os homens de Silverstone…

Certamente, a época da Ferrari será ‘debatida’: Cedo se percebeu, nos testes de Barcelona, que ou a Ferrari estava a esconder o jogo ou não ia a lado nenhum em 2020. Confirmou-se esta última. “Não temos carro para ganhar em Melbourne!” Palavras de Mattia Binotto já no terceiro dia de testes, depois de na primeira semana de ensaios em Barcelona, ter ficado sempre a mais de um segundo dos mais rápidos. O SF1000 foi dando mostras de algumas dificuldades e posicionou-se a meio do pelotão, sempre muito longe dos mais velozes. Havia ali algo que não batia certo, mas nesta altura a única coisa que se sabia é que o Ferrari ‘não andava’.

E quanto ao acordo FIA/Ferrari? Depois de se ter visto o andamento dos Ferrari nos testes de Barcelona, tudo passou a fazer mais sentido quando um e-mail levantou fervura no ‘paddock’. A FIA anunciou que após profunda investigação técnica, concluiu a sua análise do funcionamento da unidade de potência da Scuderia Ferrari e chegou a um acordo com a equipa, revelando que os detalhes desse acordo se iriam manter entre as partes. Todos sabiam que a FIA analisara a unidade de potência usada pela Ferrari e que em 2018 foi adicionado equipamento de monitorização à unidade da formação de Maranello. Também na temporada de 2019 a Ferrari viu-se obrigada a esclarecer que não tinha nada de ilegal na unidade de potência depois da FIA ter lançado uma diretiva técnica destinada a controlar o fluxo de combustível. Para 2020, os carros tiveram um segundo sensor de fluxo de combustível em cada unidade de potência.


A F1 nem sequer chegou a arrancar em Melbourne: Coronavírus ou COVID-19. Duas palavras que o ‘mundo motorizado’ tão cedo não irá esquecer. A temporada já se tinha iniciado em várias latitudes e competições, mas o surto que já passou a pandemia fez parar os motores em todas as competições motorizadas, pelo menos as supervisionadas pela FIA.
2020 foi o ano do adeus a Sir Stirling Moss. Será que vai ser recordado? Sir Stirling Moss morreu aos 90 anos, na sequência de uma longa doença. A lenda britânica da Fórmula 1 recebeu o título de Sir no ano 2000, das mãos da rainha Isabel II de Inglaterra. Uma honra que faltava – tal como o título mundial na F1. Mas, esse, nunca virá. Venceu 212 das 529 corridas em que participou em várias categorias de competição, e há muito é descrito como “o maior piloto que nunca venceu o Mundial de F1”. Que descanse em Paz…

O anúncio que Vettel iria deixar a Ferrari. Será que a Netflix abordou o tema no regresso?
De repente, a Silly Season da Fórmula 1 ‘explodiu a meio de maio. Sebastian Vettel iria deixar a Ferrari no fim de 2020, para o substituir foi confirmado Carlos Sainz, que deixaria a McLaren, equipa que já tinha confirmado Daniel Ricciardo, que sairia da Renault. O que iria fazer Vettel, na altura não se sabia, mas rumou à ‘nova’ Aston Martin…

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A Fórmula 1 regressou no início de julho com duas corridas na Áustria. Valtteri Bottas venceu e foi a figura do primeiro fim-de-semana. Pouco depois se percebia que a Ferrari ia mesmo de mal a pior. Charles Leclerc e Sebastian Vettel abandonaram o GP da Estíria depois do monegasco ter colidido no seu colega de equipa.

Não muito tempo depois a Renault protestou Racing Point. A ameaça pairou após os testes de Barcelona, desapareceu quando a F1 não pôde arrancar em Melbourne, a meio de março, mas à segunda corrida do ano a Renault decidiu apresentar um protesto formal relativo à legalidade do Racing Point RP20/Mercedes, que como se sabe era chamado de Mercedes cor-de-rosa. Depois de Sergio Perez e Lance Stroll terminarem em 6º e 7º no GP da Estíria, depois duma boa recuperação do 17º e 13º lugar, a equipa francesa decidiu apresentar um protesto formal, questionando a legalidade do Racing Point RP20.

Será que a Netflix estava atenta a um dos momentos mais entusiasmantes do ano, na Hungria? Mais do que o triunfo de Lewis Hamilton, as expetativas da Red Bull baixavam dramaticamente no sábado à tarde, uma vez que, a arrancar de sétimo num circuito como o de Hungaroring, dificilmente o pódio poderia estar na mente da equipa. Mas a equipa ainda cairia mais fundo antes de se reerguer: Com a pista húmida da chuva que tinha caído, Verstappen não conseguiu evitar uma saída de pista quando se dirigia para a pré-grelha, danificando a asa dianteira e a suspensão anterior esquerda. Os extensos danos no RB16 apontavam para o abandono, mas a equipa mostrou que não queria ver o seu carro desistir antes da corrida começar e, num grande esforço, os mecânicos de Milton Keynes conseguiram em vinte minutos recuperar o monolugar, permitindo a Verstappen alinhar para a corrida de domingo, por vinte e cinco segundos.

Grande notícia para Portugal com a confirmação do regresso da F1 ao nosso país. Confirmamos que a Netflix não esteve na apresentação, não os vimos por lá, mas podia ter estado…

E o triunfo de Hamilton em três rodas? Silverstone prometia ser o jardim da Mercedes, e houve mesmo um domínio insolente das ‘Flechas Negras’, mas as últimas quatro voltas foram penosas para Lewis Hamilton e Valtteri Bottas e só uma postura conservadora da Red Bull permitiu ao inglês conquistar a sua sétima vitória no GP da Grã-Bretanha. Mesmo na contrariedade, quando viu o seu pneu perder ar, não se atemorizou e levou o seu Mercedes até ao final o mais rapidamente possível, em apenas três rodas, assegurando a sua 7ª vitória no GP da Grã-Bretanha, e a terceira da temporada.

O ataque da Covid-19 ao plantel da F1: Sergio Pérez testou positivo para a Covid-19 e teve de ficar ausente de dois Grandes Prémios, sendo na Grã-Bretanha substituído por Nico Hulkenberg. Esta foi a primeira vez que um piloto de F1 se via apanhado nas malhas da Covid-19. Mas não foi a único.
A Williams F1 foi vendida. E a Netflix, deu por isso? Vida nova para a Willliams F1, depois do anúncio de que a equipa foi vendida à empresa de fundos de investimento privado norte-americana, Dorilton Capital. Sir Frank Williams e a sua filha, a vice diretora da equipa, Claire Williams, queriam manter a equipa na família, mas também perceberam que não podiam competir financeiramente com os seus rivais. Assim, numa tentativa de assegurar o futuro a longo prazo da equipa, e do seu pessoal, venderam a equipa à empresa de fundos de investimento privado norte-americana, Dorilton Capital. Vai continuar a correr sob a marca Williams, mantém a referência de chassis. Pouco depois, já em setembro, foi anunciado em setembro que a família Williams, incluindo o fundador, Sir Frank Williams, e a vice-diretora, Claire Williams, iriam sair após o GP de Itália de F1.
O triunfo de Pierre Gasly em Monza será certamente um dos pontos altos da série! O Grande Prémio de Itália apresentou oportunidades a inúmeros pilotos, mas Pierre Gasly agarrou a sua com as duas mãos, conquistando uma vitória inesperada. Gasly aproveitou a oportunidade com que se deparou e agarrou-a com as duas mãos. Mesmo quando foi pressionado por Sainz, autor também ele de uma grande prova, não se deixou impressionar e com segurança caminhou para a sua primeira vitória na Fórmula 1. Foi o Safety-Car provocado pelos problemas de Magnussen que colocou Gasly na luta, uma vez que, também nesse momento, Hamilton cometeu a infração que lhe valeu um stop&go de 10 segundos.
Será que a Netflix festejou as 1000 x Ferrari? A Piazza della Signoria de Florença foi o cenário ideal para celebrar o 1000º Grande Prémio de Fórmula 1 da Ferrari. Uma fantástica efeméride da marca de Maranello, um número excecional que traz consigo muitos outros: é a única equipa que participou em todos os anos do Mundial de F1 desde 1950. Apesar dos tempos que vive, não tem para já rivais em termos de sucessos, com 16 títulos de construtores, 15 títulos de pilotos e 238 vitórias em corridas.

Quase feito de propósito para a Netflix: A Carambola monumental de Mugello. O GP da Toscânia Ferrari 1000 ficou marcado por mais um triunfo de Lewis Hamilton e também por vários acidentes, o principal e mais perigoso aquele que se deu na reta da meta depois do primeiro incidente que ‘eliminou’ Max Verstappen e Pierre Gasly e ‘quase’ Romain Grosjean, que conseguiu sair da escapatória de gravilha. No segundo acidente os monolugares do fundo da grelha aceleraram antes de Valtteri Bottas, o comandante da corrida, o ter feito, após a saída do Safety Car de pista e a carambola foi inevitável, pois havia carros a acelerar e outros à espera de Bottas, que acelerou só quando bem entendeu. Desta forma, Nicolas Latifi, Kevin Magnussen, Antonio Giovinazzi e Carlos Sainz ficaram fora de corrida com maiores ou menos danos. Ninguém se aleijou. Do mal o menos…

Fez-se história duplamente com o GP de Portugal de F1: O regresso e a 92ª vitória de Lewis Hamilton. No regresso da Fórmula 1 a Portugal, após 25 anos de espera, Lewis Hamilton venceu confortavelmente o GP de Portugal de Fórmula 1, assegurando a 92ª vitória da sua carreira na disciplina e batendo dessa forma o anterior recorde de Michael Schumacher que tinha igualado há uma semana na Alemanha, no Nurburgring. O início do GP parecia não ir de encontro dos seus desejos, mas a sua superior capacidade de gestão dos pneus guindou-o ao degrau mais alto do pódio, tornando-se no piloto mais vitorioso da história da Fórmula 1. Fez-se história em Portugal, e o AIA recebeu finalmente a corrida para a qual nasceu: a Fórmula 1.

O acidente pavoroso de Romain Grosjean deve dar para um episódio inteiro: O GP do Bahrein ficou marcado por um pavoroso acidente de Romain Grosjean na primeira volta da corrida, com o Haas a bater nos rails a 220 Km/h. O monolugar partiu-se em dois, o combustível incendiou-se e o francês viveu 28 segundos de puro terror até conseguir sair dos escombros. Foi um autêntico milagre o que se passou na sequência do acidente de Grosjean na primeira volta do GP do Bahrein. O piloto francês saiu quase ileso do carro, com ferimentos menores, queimaduras nas duas mãos, mas as coisas poderiam ter sido trágicas. Bastava o piloto ter ficado inconsciente, algo perfeitamente plausível quando se bate a 220 Km/h para que pudéssemos lamentar uma enorme tragédia. Felizmente, quis o destino que não fosse assim, e ver o francês a saltar os rails, ajudado pelo médico, foi uma imagem que ficará para sempre na memória coletiva da F1.
Hamilton apanhou Covid-19. Esperemos que a 3ª temporada do Drive to Survive, não…

Lewis Hamilton falhou o GP de Sakhir depois de ter testado positivo para a Covid 19. A Mercedes afirmou que o britânico acordou com sintomas leves na segunda-feira e teve um resultado positivo em dois testes. Teve que ir para isolamento.
Aquele GP de Sakhir foi fenomenal. Se o ‘argumento’ tivesse sido escrito, não seria melhor! Sérgio Pérez mostrou em Sakhir que merecia continuar na F1 com um excelente e inesperado triunfo no GP de Sakhir. George Russell foi também figura do fim-de-semana, e também merecia vencer, mas a Mercedes erro e ‘roubou’ uma provável vitória ao seu piloto. Mas não foi só Pérez que ganhou pois poucos imaginariam que depois do que aconteceu em 2018 veríamos a Racing Point a vencer uma corrida, equipa que mantém o espírito da Force India… fazer muito com pouco.

E o que se passou com George Russell? Sérgio Pérez foi um justo vencedor do GP de Sakhir, mas George Russell merecia igualmente, pelo menos, estar no pódio e até a vitória na sua primeira corrida com a Mercedes. Na primeira vez que tinha ao seu dispor do carro mais rápido do planeta, Russell via-lhe a vitória roubada por um erro raro da Mercedes e, pelo menos um pódio, por um furo, um desfecho que não merecia e que o destroçou e que nem os seus primeiros pontos, graças ao nono posto no final, amenizaram. O inglês não dominou completamente Bottas, mas esteve ao nível deste e mostrou ter um potencial superior ao atual do finlandês.

Como se percebe, há muitos e bons temas para explorar. Mas talvez não fosse má ideia sermos surpreendidos com outros. É que eles veem muita coisa que nós nem sonhamos…

José Luis Abreu

José Luis Abreu

Entre curvas e muito pó, descobri que o olhar treinado pela fotografia e a paixão pelos ralis só podiam levar a um destino: o jornalismo desportivo. E já lá vão mais de 30 anos…

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