Em declarações à Lusa, Ni Amorim, presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), confirmou que há boas hipóteses da Fórmula 1 voltar a Portugal explicando que as negociações estão avançadas, mas que há ainda questões a ser ultrapassadas. O governo, que tem na sua posse os números do retorno da F1 em Portugal da corrida do ano passado, tem que fazer um investimento superior ao do ano passado, sendo a segunda condição, a presença de público no Autódromo Internacional do Algarve: “Há negociações avançadas para haver Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1 em 02 de maio”, começou por dizer o presidente da FPAK à agência Lusa, antes de explicar porque é necessária a presença de público: “A vinda da F1 só faz sentido com público nas bancadas, e se o Estado português quiser”. Este, “se o Estado português quiser” significa investir, e sabendo o retorno que deu a corrida do ano passado, o valor necessário face ao retorno expectável é como dizem os ingleses um “no brainer! É uma questão de fácil resposta.
Recorde-se que o ano passado a FOM necessitava desesperadamente da corrida portuguesa, e o estado só teve de pagar as obras de repavimentação e outras de menor impacto, no circuito, porque a Fórmula 1 tem standards que não dispensa. E isso foi feito.
Este ano, Portugal não está sozinho nesta corrida, embora a vontade da F1 é vir a Portugal, desde que o que propõe, seja aceite: “É preciso pagar, sim. A F1 não se mexe de borla. O Grande Prémio [de Portugal de 2020] deu um retorno extraordinário e os dados já estão na posse do Governo. Mas entendemos que neste momento há outras prioridades e neste momento ainda não foi possível discutir o assunto”, explicou à Lusa. Além disso, Ni Amorim acrescenta ainda que os responsáveis do Autódromo Internacional do Algarve (AIA), estão “em contacto diário com o promotor [do campeonato]”, mostra-se “otimista” quanto à possibilidade de a Fórmula 1 regressar a Portugal pela 18.ª vez, a segunda consecutiva a Portimão. Neste momento, a pasta está entregue ao “Turismo, Desporto, autarquia de Portimão, AIA, FPAK e IPDJ”.











