Sébastien Loeb foi apanhado pelo GPS a 107 Km/h numa zona de 30 Km/h e a ASO agiu penalizando o francês em cinco minutos. Loeb diz que o aviso sonoro do GPS não surgiu a tempo e só por isso não reduziu a velocidade para a necessária. Todos os carros têm sistema que impedem que os carros rodem mais depressa do que o possível naquela zona e apesar dos concorrentes por vezes se poderem ‘esquecer’ ou não reduzir a velocidade a tempo, Loeb diz que simplesmente o alarme não surgiu e que por isso a penalização é injusta: “não há lugar para incompetência ou incompetentes num evento como o Dakar”
A ASO respondeu através do diretor de corrida dos autos, o espanhol Luis Gomez: “ele excedeu o limite de velocidade em 77km/h, numa zona demarcada como zona de 30km/h. Esta é uma informação dada pelo GPS, que nos é transmitida”. O problema é que o fornecedor do sistema GPS admitiu um problema com o equipamento do carro hoje de Loeb, mas os Comissários Desportivos não tomaram isso em consideração.
David Castera, diretor do Dakar, explicou que a indicação do início do controlo de velocidade aparece tanto no roadbook como no GPS: “O GPS apita sempre que um ponto de passagem é validado e quando se atinge uma zona de velocidade limitada, o GPS acende-se a 800 metros e indica com uma seta como chegar à zona controlada pela velocidade. A partir daí, tem 180 metros para parar. Pelo que entendo do que aconteceu, Sebastien não presta atenção às instruções do seu navegador, mas confia no sinal sonoro para parar. Não é a função do sinal sonoro. Isso é para indicar que um WP foi validado. Tem a informação no roadbook, no tablet. Ele vinha muito depressa e estava à espera de um sinal sonoro. O problema é que não soou (pode acontecer) ou ele não o ouviu, esse foi o problema. Quando se apercebeu, travou, mas era demasiado tarde. É um enorme risco confiar naquele sinal sonoro. Na minha experiência pessoal [como navegador de Stephane [Peterhansel] e Cyril [Despres], o piloto nunca deve confiar no sinal sonoro, mas sim no navegador. Há muito a perder e pouco a ganhar”.











