Sebastian Vettel fez o balanço da sua passagem pela Ferrari e mencinou algumas das pessoas que mais o marcaram na sua estadia em Maranello.
Numa entrevista à Sky Italia F1, perguntou-se ao piloto de 33 anos quem foi a pessoa mais importante do seu tempo na Ferrari.
Vettel referiu alguns nomes mas não mencionou o de Mattia Binotto, que foi responsável pela sua saída da equipa. Em vez disso, falou carinhosamente do anterior director da equipa da Ferrari, bem como do seu engenheiro de corridas, com quem também tinha trabalhado na Toro Rosso.
“O Riccardo [Adami, engenheiro de pista] do meu grupo de trabalho, sem dúvida”, disse Vettel. “Viajei com ele e foi importante tê-lo como pilar porque já nos conhecíamos um ao outro. Ele entendeu-me. Em termos de desempenho em pista, ele era a pessoa mais importante. Num quadro mais amplo, no entanto, Maurizio Arrivabene. Penso que de fora, ele não era bem compreendido”.
Vettel referiu-se também à difícil relação entre Arrivabene e Sergio Marchionne, o presidente e CEO da Ferrari, que morreu em 2018.
“Não foi fácil trabalhar com Marchionnne”, disse Vettel. “Ele era muito particular, exercia uma grande pressão sobre as pessoas e com Maurizio nem sempre foi gentil. Mas penso que Arrivabene tem realmente um grande coração”.
Quanto a Chalres Leclerc, voltou a ter palavras elogiosas para com o seu ex-colega:
“Ele é certamente muito rápido e talentoso”, disse Vettel. “Ele está numa fase diferente da sua carreira. Também pude aprender com ele e foi interessante. Pude ver algo de mim nele, como o era há 10 anos atrás. Ele é um bom rapaz e eu só posso dizer coisas boas. Com certeza, este último ano tem sido difícil para mim, havia outras questões em jogo para além de ter de pilotar. Mas isso não deve tirar qualquer crédito ao Charles, porque tudo o que é dito sobre ele é verdade – ele é forte e maduro para a sua idade. Ele tem um futuro brilhante à sua frente e fará as coisas como deve ser”.










