Apesar do orgulho que sente por ter conquistado mais um título para Portugal, Miguel Ramos Ramos começa a pensar na reforma. O piloto admitiu que ponderou não correr este ano e não tem certeza se estará em pista em 2021:
“Este ano os atletas portugueses estão em grande em várias disciplinas. Tem sido uma mão cheia de projetos vencedores. Sinto orgulho por também ter conquistado este título, mas já estou velhote. Quando fui ao pódio, com o Prette e o Abril a soma dos anos deles dá 45 e eu tenho 49. Eu olhava para eles e pensava `isto devia ser como no golf e devia ter um handicap a meu favor`. Para o ano provavelmente não farei nada em Pro e talvez faça em Pro Am. Tenho de passar mais do stress para a diversão. O Pro Am no Blancpain é um projeto exigente e difícil pois há boas equipas e são tripulações de dois Am e um Pro e pela dificuldade torna-se aliciante. No GT Open em Pro Am não custaria tanto, por causa do sistema de handicap à classe, pois com isso nunca se pode ganhar o campeonato à geral. Tenho de esperar para ver o que surge. Todos os anos digo que é o último e depois aparece um projeto que me motiva. Este ano estive até para não fazer por causa disto da pandemia, mas o Teo Martin convenceu-me e apresentou um projeto interessante com o Henrique que era o que queria. Estou convencido que se parar não volto mais, pois é preciso treinar seriamente todos os dias e conheço-me, se não tiver o objetivo das corridas não treino todos os dias. Vamos ver. Se surgir um projeto interessante com o Henrique acho que sim faço mais um ano. Se não for com ele tenho de ponderar bem. Vai depender muito também da evolução da pandemia. Para ser sincero não penso ainda no próximo ano e estou mais concentrado na evolução desta situação.”










