Pode ter passado despercebido a alguns, mas a verdade é que Valtteri Bottas passou uma ‘mensagem’ pouco depois de ter cortado a meta, aquando da sua vitória no passado fim de semana em Sochi. Depois de vencer em Melbourne no ano passado, o finlandês disse via rádio: “A quem possa interessar, “vão-se f….” e desta vez fez o mesmo: “Só quero agradecer aos meus críticos, e a quem possa interessar, vão-se f…”, disse o piloto da Mercedes. Bottas tem sido muito criticado nas redes sociais, onde foi acusado de não desempenhar mais do que um papel de apoio a Lewis Hamilton:
“Sinceramente não percebo as pessoas que têm a necessidade de criticar. Tem havido pessoas a dizer-me que não me devia incomodar, que devia desistir, mas da maneira como sou, nunca o farei, por isso só quis voltar a enviar-lhes os meus melhores votos”. Mas não serviu de nada pois pouco depois no Instagram, voltaram ao ataque: “Achas que neste momento alguém acredita que estás lá para ganhar? Vais ser um bom rapaz e farás o que te disserem e deixarás ‘Lulu’ levar a vitória, como sempre”. E Bottas respondeu: “Não interessa o que acreditas, amigo. Eu acredito. Se eu tivesse a tua mentalidade, nunca teria tido uma oportunidade na minha carreira. Nunca irei desistir”!
As redes sociais são cada vez mais uma ferramenta que começou por ser muito positiva, porque envolveu os adeptos e permite grande interação destes com os seus heróis, mas o reverso da medalha está a revelar-se bem pior. Ou seja, há muito que se foi para lá da simples crítica. As redes sociais servem como armas de arremesso, e um dos melhores exemplos disso são as recentes declarações de Chamath Palihapitiya, que trabalhou no Facebook de 2007 a 2011, onde foi vice-presidente de crescimento de utilizadores, até ter chegado a isto: “os ciclos de retroalimentação de curto prazo impulsionados pela dopamina que criamos estão a destruir o funcionamento da sociedade. É um problema global, está a corroer as bases fundamentais de como as pessoas se portam consigo mesmas e com as outras. Não posso controlar [o Facebook], mas posso controlar a minha decisão, que é não usar mais…”









