Continuam os ecos do sucedido aquando da segunda partida do GP da Toscânia Ferrari 1000 que se realizou em Mugello no passado domingo. Tudo se deu quando Valtteri Bottas, que rodava na frente, estendeu ao máximo o reinício de corrida (podia fazê-lo até à linha de meta), enquanto atrás de si, existiu uma espécie de efeito harmónio em que os pilotos que seguiam para lá do terceiro lugar, (1º Bottas, 2º Hamilton, 3º Leclerc), aceleravam precocemente (tendo depois de travar) na tentativa de ganhar vantagem, se ‘acertassem’ com o momento em que aceleravam.
Isto criou, como já referimos um efeito harmónio e quem vinha mais atrás, pensando em determinada altura que a corrida já tinha recomeçado acelerou a fundo para depois perceber que havia gente a rodar ainda lento. O que se seguiu foi uma carambola monumental, em que felizmente ninguém se aleijou.
O diretor da corrida de F1, Michael Masi, rejeitou as alegações de que a FIA é responsável pelo grande acidente de reinício em Mugello. Romain Grosjean diz que foi o “maior susto da minha carreira” (Em Spa 2012 ele deve ter infligido o maior susto da carreira a vários outros pilotos).
Carlos Sainz disse que não desejava a ninguém a sensação de “se deparar com carros lentos a 290 km/h”.
Há quem culpe Valtteri Bottas, por exemplo Vettel: “Absolutamente desnecessário”, disse Sebastian Vettel, da Ferrari. “Graças a Deus que ninguém se magoou”. Esteban Ocon (Renault), acrescentou: “Não sei se o que o Bottas fez foi muito correto, mas teremos do discutir no briefing da próxima corrida”. Bottas ripostou, dizendo que quem o culpa devia “olhar para o espelho”.
Na verdade, os Comissários Desportivos atribuíram culpas a 12 pilotos: Kevin Magnussen, Daniil Kvyat, Nicholas Latifi, Alex Albon, Lance Stroll, Daniel Ricciardo, Sergio Perez, Lando Norris, Esteban Ocon, George Russell, Antonio Giovinazzi e Carlos Sainz. Todos eles receberam repreensões.
Mas se o caso fosse analisado em detalhe, percebia-se que há vários graus de culpa.
Já Valtteri Bottas apontou o dedo à Fórmula 1: “A diferença este ano tem sido o Safety Car, pois estão a apagar as luzes bastante tarde, por isso só se pode construir uma margem também bastante tarde. Não sei quem está a decidir isso, mas estão a tentar melhorar o espetáculo apagando as luzes mais tarde”. Hamilton concorda: “São os decisores, mas não sei quem. Eles estão obviamente a tentar tornar os arranques pós Safety-Car mais interessantes, mas desta vez houve pessoas em risco”.
Michael Masi, Diretor de Corrida da F1, rejeitou a acusação: “Eles podem criticar o quanto quiserem. Temos 20 dos melhores pilotos do mundo, mas na corrida de Fórmula 3 houve uma situação muito semelhante, mas os jovens ultrapassaram-na muito bem, sem incidentes”, disse Masi que não pretende rever procedimentos: “Não há necessidade. Um dos fatores foi a longa reta, mas a corrida só recomeça após a linha de meta e todos os pilotos sabem isso muito bem”, negando também que a FIA esteja a destacar o espetáculo ao invés da segurança: “Absolutamente não. Do ponto de vista da FIA, a segurança vem em primeiro lugar. Na verdade, é um insulto que alguém sugira o contrário”.












