Helmut Marko é de opinião que o fim do ‘party mode’, é muito positivo para a sua equipa, pois alega que apesar da Honda ainda não conseguir acompanhar a Mercedes em qualificação, a verdade é que em corrida as coisas são diferentes e a margem não é grande. Mas o austríaco alega que a vantagem do ‘party mode’ não se aplica somente nas qualificações, mas sim também em corrida, nomeadamente nas “voltas de entrada e saída, bem como ultrapassagens”, diz.
O ‘party mode’ e uma forma que os pilotos têm de ‘espicaçar’ o motor e para isso basta rodarem um botão no volante, do modo X para o modo Y para beneficiar de mais potência na unidade motriz, que se converte em ganhos de tempo. Veja-se o caso da Fórmula E com o ‘Time Attack’.
A diferença é que na Fórmula 1, tendo em conta que os motores dos quatro fabricantes não são competitivos por igual, a Mercedes pode dar-se ao luxo de utilizar modos de motor mais potentes, quando os seus pilotos necessitam e tal como diz Marko, isso aplica-se também às “voltas de entrada e saída, bem como ultrapassagens”. Os pilotos da Mercedes podem, se quiserem ou se precisarem, utilizar esses modos, tornando ainda mais difícil a vida aos adversários.
O leitor pode estar agora a alegar: “têm um motor melhor, e utilizam essa vantagem”. Certo, o mérito é da Mercedes que desde 2014 tem um motor melhor, e faz valer-se disso. O ano passado, a Ferrari ‘melhorou’ o seu motor, mas pelos vistos de modo não legal e este ano já não tem essa vantagem. Resta saber o que a Mercedes vai fazer. Sabe-se que os modos de motor mais ‘espigados’ comprometem a fiabilidade. É lógico. A questão tem mais a ver com esse equilíbrio.
Em teoria, a Mercedes, a poder usar só um modo de motor todo o fim de semana, vai fazer um compromisso, que lhe pode valer ser menos forte em qualificação, mas ainda mais forte em corrida. Porque os Mercedes só utilizam os modos quando deles necessitam, enquanto os adversários dão tudo o que têm, sempre. Ou quase. Como já se percebeu, o ‘party mode’ ainda estará disponível na Bélgica, e será banido a partir de Itália.
Para Marko, esta medida faz com que a Red Bull possa estar mais próxima da Mercedes, mas… há um mas: “Sim, embora ainda tenhamos certos inconvenientes devido à nossa suspensão. É algo imprevisível porque os dados do túnel de vento não são consistentes com o que vemos na pista, mas estamos a trabalhar para resolver isso. Vamos levar novas peças para a Bélgica, o que deverá melhorar a estabilidade do carro” disse Marko, que espera poder dar mais luta à Mercedes: “Ainda nem sequer estamos a meio da época. Em corrida, a Honda conseguiu melhorar, mas ainda não na qualificação. O objetivo é estar o mais próximo possível da Mercedes e desafiá-los”. Marko não diz, mas nós acrescentamos: Max Verstappen faz o resto.










