Segundo Toto Wolff, a fiabilidade será o fator determinante no arranque desta temporada.
Parece uma afirmação óbvia, mas faz sentido olhando às circunstâncias atuais. O campeonato recomeçará no início do próximo mês e as corridas seguintes acontecerão a um ritmo alucinante. A performance será importante, como sempre, mas as melhorias tardarão a chegar dada a rapidez com que as provas se vão suceder e as restrições que as novas normas de segurança exigem. Mas um fator essencial será a fiabilidade. Para marcar prontos é preciso terminar as corridas e os pacotes mais fiáveis inicialmente terão inevitavelmente vantagem, mesmo que sejam menos competitivos. Toto Wolff explicou o seu ponto de vista:
“Em primeiro lugar, o novo calendário e o coronavírus lançam novos desafios”, disse Wolff. “Acho que a fiabilidade será uma parte fundamental das corridas de abertura. Os carros saíram do contentores diretamente da Austrália. Não houve muito tempo nos bancos de teste. Usaremos todas as sessões para aprender. O calendário de corrida reduzido é um desafio para todos e, novamente, acho que a equipa que tem o carro mais rápido e o pacote mais fiável vencerá o campeonato.”
A Mercedes ficou atrás da rival Ferrari em termos de desempenho de motores na última temporada e Wolff calcula que haverá pouca diferença entre todos os fabricantes de unidades motrizes este ano devido à expectativa de maior convergência graças à estabilidade regulamentar.
“A Ferrari no ano passado era muito mais potente, mas ainda não o vimos este ano”, explicou Wolff. “Somente numa sessão de qualificação e na corrida é que vemos o verdadeiro potencial e isso ainda não aconteceu. Obviamente, estou sempre do lado pessimista – precisamos atualizar-nos, precisamos ter um motor fiável, potente, e espero que seja o suficiente. Mas eu também não descartaria a Honda e a Renault, acho que praticamente todos os fornecedores de unidades motrizes estão em pé de igualdade agora.”








