O coronavírus ‘confinou’ a política na Fórmula 1, mas com as corridas a regressarem dentro de três semanas, retornam também os ‘jogos de bastidores’ e pelo que já se ouve, a questão da legalidade dos motores da Ferrari de 2019 não está morta e enterrada.
Quem olhou para as novas regras da F1 de 2020 percebeu que foram emitidas uma série de novas diretivas técnicas relativas ao funcionamento dos motores híbridos, que se crê serem baseadas no controverso acordo secreto alcançado entre a FIA e a Ferrari.
Uma das novas medidas passa por um sensor adicional para medir a utilização dos complexos sistemas de recuperação de energia, enquanto outra trata-se duma restrição ao consumo de óleo: “Este tema ainda não foi encerrado”, disse Cyril Abiteboul, da Chefe de Equipa da Renault a um jornal alemão. Da McLaren também surgem vozes dissonantes, com Andreas Seidl a insistir que “a Ferrari poderia ter sido mais transparente”. Por fim o inevitável Helmut Marko, consultor da Red Bull-Honda, disse: “Por causa do coronavírus tivemos, infelizmente, de lidar com outras coisas, mas isso não significa que não vamos continuar a trabalhar neste acordo entre a FIA e a Ferrari, assim que as coisas voltem ao normal”.










