Jean Todt, presidente da FIA, deu uma longa entrevista à Sky sports em que abordou vários temas, entre eles o veto que a Ferrari dispõe sobre assuntos relativos ao presente e o futuro da F1. Neste momento, a questão é, naturalmente, a possibilidade da Ferrari utilizar o seu veto para impedir os planos da Fórmula 1 de uma nova redução do limite máximo orçamental para 2021, esperando que a Scuderia possa agir no melhor interesse do desporto.
Recorde-se que está previsto ser introduzido no próximo ano um teto orçamental com um valor de 145 milhões de dólares, mas está nos planos da F1 reduzi-lo ainda mais, para 140 milhões de dólares em 2022 e 135 milhões de dólares para 2023, algo a que a Scuderia se tem oposto, temendo-se portanto que a Ferrari use o seu poder de veto para impedir que a proposta vá avante: “Não tenho quaisquer receios quanto a isso. Espero que todos tenham o bom senso e responsabilidade na situação atual para nos ajudar a alcançar o que é necessário e melhor para a Fórmula 1, as equipas, os promotores e o órgão dirigente, e os adeptos. É isso que tentamos alcançar. Respeito a Ferrari pela sua história e pela sua contribuição e estou certo de que estão dispostos a manter a um nível elevado a sua contribuição para o que estamos a construir. O que estamos a ponderar para o futuro vai na direção certa, estamos claramente a atravessar uma situação económica sem precedentes e é por isso que existe uma oportunidade de tomar uma direção que em condições normais não teríamos seguido. Espero sinceramente que todos possam permanecer a ‘bordo’ e, nesse sentido, o objetivo dos novos regulamentos globais é dar a mesma oportunidade a todos os concorrentes de permanecerem no desporto no futuro”, disse Todt.











