No contexto das recentes discussões relativas à redução do teto orçamental da Fórmula 1, surgiram ‘ameaças’, mais ou menos veladas duma possível saída da Ferrari da Fórmula 1, mas Bernie Ecclestone diz que “não consegue imaginar” a Fórmula 1 sem a Ferrari.
O chefe de equipa da Ferrari, Mattia Binotto deu a entender que a equipe Maranello poderia procurar em outro lugar no mundo do automobilismo, ainda que isso não significasse, como a Ferrari explicou logo a seguir, que sairia da F1: “Nunca poderia imaginar a Fórmula 1 sem a Ferrari”, disse Bernie Ecclestone ao jornal italiano Il Giornale: “A Fórmula 1 é a Ferrari e a Ferrari é a Fórmula 1”.
Até poderia acontecer, mas realmente não consigo imaginar um cenário desses”, acrescentou Ecclestone, que também se referiu a Binotto, depois de ter recentemente sugerido que não deveria ser o responsável máximo da equipa Ferrari: “Não falei mal dele, o que eu disse foi que é um super engenheiro e que sabe tudo sobre a Ferrari. Mas é uma coisa diferente ser engenheiro e ser chefe de equipa. Um gestor deve ser implacável para atingir os seus objetivos e, em vez disso, penso que ele é uma pessoa muito sensível, muito boa” disse Ecclestone que vê em Flavio Briatore um homem mais adequado a um cargo desses: “Sempre pensei que ele seria a pessoa certa para a Ferrari, pois se o Flavio vê alguém bom noutra equipa, vai buscá-lo. Não sei se Binotto faria o mesmo, deixar uma das suas pessoas em casa”, disse Ecclestone, que também se referiu ao recentemente fixado teto orçamental da F1: “Os números que uma equipa média gasta são completamente loucos, mas sempre houve equipas ricas e equipas com menos dinheiro na Fórmula 1″. Lembro-me que quando eu estava a gerir a Brabham, não éramos certamente uma equipa rica, enquanto a Ferrari sempre teve três, quatro vezes mais dinheiro do que nós ou a Lotus. E ainda assim nós e a Lotus ganhámos alguns dos campeonatos mundiais – todos podíamos ganhar, mas hoje é diferente”, acrescentou Ecclestone que também foi questionado relativamente a Lewis Hamilton: “É muito, muito, muito talentoso e tem uma equipa muito, muito, muito forte atrás dele. Mas se tivéssemos que nomear os cinco melhores pilotos de sempre, tínhamos de colocar Lewis Hamilton entre eles.”













quem nao leu a entrevista, de abril diga-se, fica na ignorancia sobre o q de importante ele disse sobre a Ferrari.mas claro cada 1 destaca o q lhe apraz.
Quanto ao dinheiro da Ferrari, nada como atirar areia para os olhos dos destintários incautos. Ou neste recente rosario de artigos-choradinhos da willims ou mclarens q coitdinhas sao pobrezinhas mas honradas, alguma vez foi aqui recordado a situaçao da ferrari no fim dos anos 60 quando batalhava contra o colosso Ford e como terminou novela? Pois. Nao convém.
Os anos sessenta já lá vão há outros sessenta.
Tirando a parte de “Ferrari=F1 e F1=Ferrari”… a opinião do Ecclestone até parece decente…
A F1 continuaria sempre a ser a F1 e a Ferrari também continuaria o seu percurso.
A hibridização veio alterar parte da “alma” da F1, gostaria que um dia a F1 voltasse a ser uma competição onde a unidade de potência fosse apenas um motor de combustão interna… apenas isso… a F1 não tem nada em comum com o automovel de uso diário, nem tem que replicar nenhuma “coisa”. Senão, qualquer dia vão impor o uso de cartão reciclado no chassis…
Pois, foi esse “medo” de uma F1 sem Ferrari que lhes deu todos os poderes que têm agora e que lhes permite ameaçar sair e vetar o que lhes apetece. Isso deturpa muita das negociações que têm de ser feitas para que a F1 seja para todos e não só para quem tem carradas de dinheiro.