Numa conversa levada a cabo pela KIA e pela Movielight, que contou com um painel composto por João Seabra, Tiago Raposo Magalhães, Ni Amorim, Pedro Falé e os campeões da época 2019 da KIA Picanto GT Cup, Alexandre Areia (Júnior) e Pedro Alves (Pro), Ni Amorim, presidente da FPAK deixou algumas notas interessantes, descartando por exemplo a possibilidade dos ralis poderem realizar-se sem público “A FPAK não tem meios para controlar a presença de público na estrada ou fora das ZE à revelia das organizações”, sendo portanto algo que não sucederá, ao contrário da velocidade, embora aí a questão só se coloque – em termos dos principais circuitos – no paddock, pois as bancadas estão normalmente com pouco público: “Talvez tenha que haver uma política específica de higiene e segurança nos paddock”, disse, referindo depois que “penso que o futebol pode ajudar contribuir para que tudo comece mais cedo, mas acho que não vai haver corridas antes do verão. As fronteiras estão fechadas, o transporte de camiões com materiais para as corridas parece-me complicado”, disse Ni Amorim, acrescentando que estamos a viver um “momento que não tem paralelo na história de 25 anos da FPAK” e que “retomar vai ser confuso, difícil, vamos ter que dar as mãos e em conjunto ultrapassar este problema”.
Quanto ao Campeonato de Portugal de Ralis, Ni Amorim diz que “não vai ter 10 provas, claro que não, cinco ou seis, vamos ver, o TT o mesmo, e por aí fora”, esclarecendo ainda o eventual prolongamento dos calendários para janeiro de 2021: “Sim, mas não para as principais competições. Por exemplo o CPR vive de patrocínios pelo que não se pode misturar budget de um ano com o seguinte. Mas noutras categorias, dezembro ou janeiro pode ser indiferente para muitos. Estamos atentos a isso, temos capacidade, assim que for possível, de fazer seis a oito provas por fim de semana, mas as provas que vamos conseguir realizar depende da data da retoma e essa é uma pergunta que ninguém para já tem resposta. Mas acho que isto não vai ‘abrir’ antes do verão” disse Ni Amorim, revelando ainda não acreditar que haja a prova de Vila Real: “O circuito faz 90 anos em 2021, mas este ano há muita contingência. A maioria das provas não estão a ser adiadas, mas sim canceladas. Não podemos por em causa 2021, mas este ano ninguém vai escapar ileso, isto é uma guerra autêntica e acho também que vai haver mais problemas com provas de estrada do que provas de circuito” referindo-se por fim às provas internacionais: “A FIA pediu-me para encontrar uma data para o Rali de Portugal, tem que haver hierarquias”, deixando claro que arranjar um data para o Rali de Portugal é prioridade.










