O assunto não é novo, pode parecer irónico nesta altura em que a Fórmula 1 está parada, mas o plano para reduzir as emissões de carbono existe e pretende chegar ao valor zero em 2030. Pelo meio, a Fórmula 1 quer começar a reduzir rapidamente a sua atual pegada ecológica.
De momento, o desporto produz cerca de 256 551 toneladas de CO2. Deste número total, a maior parte das emissões de carbono são atribuídas à logística (45%), onde se inclui os transportes aéreos, marítimos e rodoviários. Para reduzir isto, o diretor geral da Fórmula 1, Ross Brawm, já explicou que, por exemplo, podem utilizar os serviços de hotelaria perto dos circuitos em vez das autocaravanas, e as infraestruturas presentes nos circuitos em vez de estar a montar novas.
“Quando vamos a um Grande Prémio, em nove corridas por ano, temos autocaravanas com uma grande frota de camiões que são necessários para as transportar. Para outras corridas, as equipas estão satisfeitas com o que está lá nos circuitos. Por exemplo, Baku tem um excelente conjunto de pré-fabricados disponíveis. Aí, ninguém se queixa. Depois, chegamos a Monza e há palácios de gin, com todos os camiões necessários para os transportar. Nós queremos que isso passe a ser diferente, queremos mudar para uma unidade hoteleira que possa ser suportada com menos impacto em termos de logística e de transporte.Ou seja, menos camiões, menos combustível.”
Assim, em novembro de 2019, foi apresentado um plano. Plano este que passa por aproveitar a eficiência das atuais unidades motrizes híbridas, dando-lhes um papel de maior relevo. Também as actividades dentro e fora de pista serão revistas de forma a eliminar desperdícios e o impacto ambiental. Medidas como a eliminação de plásticos de uso único, uso de energia renovável nos edifícios e fábricas ligadas à Fórmula 1, e uso de meios mais ‘verdes’ para chegar às provas, são algumas das ideias que começarão a ser implementadas.
“Nos seus 70 anos de história, a Fórmula 1 foi pioneira em inúmeras tecnologias e inovações que contribuíram positivamente para a sociedade e ajudaram a combater as emissões de carbono. Desde a aerodinâmica inovadora até projectos de travões aprimorados, o progresso liderado pelas equipas beneficiou centenas de milhões de carros na estrada hoje.” – afirmou o CEO da Liberty Media, Chase Carey.
“Poucas pessoas sabem que a atual unidade de potência híbrida é a mais eficiente do mundo, fornecendo mais energia e usando menos combustível, logo, emitindo menos CO2 do que qualquer outro carro. Acreditamos que a Fórmula 1 pode continuar a ser líder na indústria automobilística e no trabalho com o sector de energia, para fornecer o primeiro motor de combustão interna híbrida com zero emissão total de carbono, o que nos vai fazer reduzir as emissões de carbono em todo o mundo” – complementou Carey.











