A contratação de Roy Nissany pela Williams foi surpreendente, mas os objetivos começam agora a ficar claros.
Nissany era relativamente desconhecido até há algumas semanas atrás, com resultados muito modestos na F2. Mas a Williams, sedenta de patrocinadores novos, agarrou a oportunidade de juntar ao seu portefólio de investidores a empresa “Start Up” que apoia o piloto. Nissany poderá assim pilotar um monolugar de F1 nos testes e em três sessões de treinos livres.
O piloto admitiu que um dos objetivos passa por levar a F1 a Israel:
“Sinto que todos estamos a colocar a bandeira de Israel no mapa”, disse Nissany ao italiano La Gazzetta dello Sport. “O objetivo é correr em Israel em 2021, seria um sonho poder guiar lá, com 350 milhões de pessoas a admirar o meu país na TV.”
De acordo com o proprietário da Start Up, e um dos principais apoiantes de Nissany, Sylvan Adams, as ambições para o seu futuro também envolvem uma vaga na Fórmula 1, já em 2021.
“O plano acelerado é que Roy seja um piloto de F1 já em 2021″, disse Adams. “É claro que ele tem alguns obstáculos a cumprir antes de ser selecionado para ser um dos dois pilotos.”
O principal obstáculo é a obtenção dos pontos necessários para conseguir a Super Licença. Nissany tem apenas oito pontos, que no entanto caducam no final de 2020, pelo que a única opção será conseguir o terceiro lugar ou melhor na F2, tarefa que não será nada fácil de completar. Também parece demasiado ambicioso pensar num GP em Israel já em 2021, tendo em conta o calendário da F1, e a necessidade de construção de um circuito com as condições para receber o Grande Circo.












