Os organizadores do Dakar vão impedir que as equipas do top 25 possam fazer batota ao instalar câmaras nos carros, de forma a monitorizar tudo o que se passa nos cockpits dos carros.
No passado, com a ajuda do ‘Google Earth’ e com o road book na mão, com bastante antecedência, as equipas com mais meios tinham equipas que analisavam o percurso à lupa, tentando encontrar formas de ‘otimizar’ os percursos para os seus pilotos. Estes já arrancavam com muita informação adicional mas neste Dakar 2020 isso não vai ser possível, pois as regras sofreram algumas alterações.
O road book será a cores, evitando que os navegadores percam horas a prepará-lo, mas a mudança mais importante tem a ver com o facto de em seis etapas as equipas só receberem o road book de manhã, pouco antes de partirem para a especial, não havendo desta feita lugar a equipas de ‘Google Maps’ à procura das melhores alternativas de percurso.
David Castera decidiu cortar o mal pela raiz e mandou instalar duas câmaras nos carros. Os concorrentes não podem utilizar dispositivos eletrónicos, ou outros meios que permitam facilitar o desafio da navegação, não há ‘walkie-talkies’, links de satélite, sistemas de transmissão de dados, a não ser que tenham sido fornecidos pela organização.
Para além disso, as equipas do Top 10 têm que entregar os seus telefones móveis, que serão colocados numa caixa, que será selada por um Comissário na partida de cada especial e só pode ser aberta no final da etapa. Caso necessário, claro que em questões de segurança, poderão abrir a caixa. Desta forma, deixa de haver desconfianças sobre quem tem o quê nos carros. Desta forma a corrida será mais ‘igual’ para todos.












