Na próxima quarta feira os responsáveis da F1 irão juntar-se para discutir o futuro da F1 e um dos temas em cima da mesa será a realização de três corridas de qualificação na época 2020.
Pretende-se que sejam escolhidas três provas (França, Bélgica e Rússia) onde a qualificação acontecerá em formato de corrida sprint, cuja grelha terá a ordem inversa das posições na classificação do campeonato. Para a medida ser aprovada, necessitará de unanimidade, que não parece que vá acontecer pois algumas equipas já se mostraram contra a ideia, em especial a Mercedes. James Vowles fez simulações com esta nova ideia e afirmou que será muito difícil para as equipas que larguem de trás recuperar posições durante a corrida de qualificação. Além disso, há a preocupação de incidentes que poderão agravar a factura no final das provas e que obrigará a logística das equipas a ter mais peças de substituição preparadas.
O chefe da equipe da Haas, Gunther Steiner, apoia o plano e acredita que as equipas com opinião contrária ainda podem mudar de ideia.
“Ainda não decidimos”, disse Steiner. “Se não for unânime, não acontecerá. E não sei se essas pessoas estarão convencidas, mas essa é uma decisão para quarta-feira. Houve mais que uma vez que alguém não queria algo, e ainda assim aconteceu. Então, eu não me adiantaria em dizer que não vai acontecer. Há pessoas que têm opiniões e preocupações sobre isso. Mas a decisão é na quarta-feira, então vamos ver o que acontece.”
“Eu não sou contra. Se a maioria quer, eu estou bem com isso. Porque às vezes temos que tentar as coisas de maneira diferente. Se não der certo, devemos dizer: ‘Não funcionou, vamos voltar ao que tínhamos antes’. Fico feliz por experimentar isso e depois ver como realmente funciona, que impacto isso tem. Quais são os custos e também se atraímos mais espectadores. ”
Se a votação para disputar corridas experimentais não for aprovada para 2020, os regulamentos poderão ser alterados para 2021 sem a necessidade de unanimidade.












