Charles Leclerc esteve brilhante ao segurar Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, sozinho, sem ajudas. O desafio colocado por Hamilton foi claramente mais duro do que o colocado por Bottas. O finlandês voltou a não aproveitar.
Com dois carros contra um, a Mercedes podia jogar como queria com a estratégia e colocou Hamilton a parar mais cedo enquanto Bottas ficou mais tempo em pista. Hamilton tentou tudo por tudo mas o tempo que demorou atrás de Leclerc comprometeu a durabilidade dos seus pneus pelo que o último esforço da Mercedes ficaria ao encargo de Bottas que, sendo o carro mais rápido em pista chegou ao Ferrari de Leclerc bem a tempo de tentar um ataque.
Mas um erro no final da recta da meta deu ao piloto da Ferrari o espaço suficiente para gerir e aguentar o finlandês atrás de si. Ficou no ar a sensação de desilusão por Bottas não ter pressionado mais Leclerc.
Toto Wolff admitiu que o seu piloto não consegue tirar tanto rendimento do carro quando em perseguição próxima a um adversário:
“Parece que ele tem dificuldades para extrair o máximo quando está no ar sujo de outro carro”, explicou Wolff ao RaceFans.net. “Lewis nessa posição é capaz de se aproximar e colocar-se em posição de tentar a ultrapassagem. É algo em que ele [Bottas] precisa trabalhar, mas a corrida dele foi ótima hoje. Ele foi muito rápido. Provavelmente em ritmo de corrida puro, o carro mais rápido. ”
Bottas voltou a não comprometer a equipa mas também não deu o que se esperava… pelo menos um desafio mais difícil a Leclerc que já tinha aguentado Hamilton por 13 voltas. Mais uma vez, quando podia ter tido oportunidade para brilhar, Bottas voltou a deixar a desejar.











