Em declarações ao Autosport inglês, o piloto da Hyundai, Thierry Neuville, revelou ter apelado à FIA para colocar no WRC um Diretor de Corrida permanente, semelhante ao que existe na Fórmula 1.
Neuville pediu esta mudança após a decisão de lhe ser atribuído um tempo nominal na segunda etapa do Rali do Chile. Naquele evento, na SS2 – El Puma – Neuville, depois de começar, os organizadores do rali temiam que ele pudesse apanhar os carros oficiais zero. Assim, Neuville conduziu a maior parte da etapa de forma não competitiva e teve um tempo 6.6s mais lento do que Ott Tanak:
“Como é que eles decidiram esse tempo? Na primeira etapa, fui 0.7s mais lento que Tanak e na terceira etapa, fui 0.7s mais rápido que ele. Mas na segunda etapa, eles decidiram que eu iria perder 6.6s.
“Precisamos é de uma alteração no regulamento e fazer com que haja apenas uma pessoa em cada ronda, como acontece na Fórmula 1. Esta pessoa pode aplicar a mesma regra de cada vez e terá uma visão clara do que estamos a fazer.”
O diretor de ralis da FIA, Yves Matton, admitiu que o uso de tempos teóricos é arte imprecisa. Matton, também destacou que Timo Rautiainen esteve neste papel em metade dos eventos.
“Timo [Rautiainen] é o novo delegado desportivo. E eu mudei a descrição do cargo para o levar mais perto do secretário de prova, por isso esta é uma das coisas que ele vai seguir. Para mim os tempos teóricos nunca serão perfeitos. Estou a trabalhar há muito tempo e sei que não posso fazer todos felizes.”












