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F1: Como os rookies se estão a adaptar aos desafios da Fórmula 1

David Pacheco by David Pacheco
20 Abril, 2019
in F1, FÓRMULA 1
A A
F1, GP Bahrein: McLaren coloca dois carros no Q3 pela primeira vez desde 2017

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Os três melhores pilotos do campeonato de Fórmula 2 de 2018, George Russel, Lando Norris e Alexander Albon, deram este ano o passo para a Fórmula 1.

Depois de passarem de um carro sem direção assistida na Fórmula 2 para o de Fórmula 1, que tem direção assistida, não são as exigências físicas da condução nos Fórmula 1 que tornam a promoção tão assustadora para os atuais estreantes. Para George Russell, Lando Norris e Alexander Albon, correr na F2 é uma excelente preparação para conduzir um monolugar de F1.

O novo recruta de Williams, George Russell, resume tudo muito bem: “Pensa assim: na Williams, há 750 pessoas com quem estou a trabalhar. Na pista de corrida, pode haver 60 ou 70. Compara isso com um fim-de-semana de F2 em que eu estaria a trabalhar com um engenheiro e dois mecânicos. É tudo muito diferente.”

O tamanho relativo das equipas reflete também a natureza da tarefa. Embora a F2 tenha sido construída para incentivar os pilotos a pensar na afinação, as escolhas oferecidas nesta série de promoção são limitadas em termos de alcance. A F1 é muito diferente, há uma grande quantidade de desempenho a ser ‘encontrado’ através da afinação do carro.

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Só a partir do volante, os pilotos têm controlo sobre muitas variáveis e o seu feedback determina onde os engenheiros irão concentrar os seus esforços. Trata-se de um fardo pesado para um piloto que, até há poucos meses atrás, se preocupava sobretudo com entrar no carro e andar depressa.

George Russell, como piloto júnior da Mercedes, teve experiência anterior. Trabalhou com a Mercedes e testou para a Force India. Para além disso, hoje em dia, os jovens pilotos passam muito tempo nos simuladores das equipas, tal como sucedeu com Russell.

Entender os sistemas, no entanto, é apenas metade da batalha. Ainda é preciso transmitir as experiências para a equipa. Com isso em mente, um dos primeiros atos de Russell ao assinar pela Williams foi deixar para trás algumas das suas obrigações com a Mercedes, para que se pudesse concentrar na construção de novas relações, essenciais para se estar na Fórmula 1.

George Russell a testar com a Force India

Para Lando Norris o cenário é diferente. Já está na McLaren há algum tempo, foi vice-campeão da F2 e participou em todos os testes da McLaren desde o verão de 2017. De maior relevância foram as sete sessões de TL1, na segunda metade da temporada passada, em que participou.

Ao substituir Fernando Alonso, Norris trabalhou com os engenheiros de corrida que formam o núcleo de sua equipa em 2019:

“Tive experiência de trabalho. “Eu conhecia todos dentro da equipa [de corrida]: os engenheiros, os mecânicos, os técnicos de garagem, mas após o anúncio de que seria piloto de corrida, fiquei a conhecer muitas mais pessoas nos bastidores. Comecei a trabalhar nos vários departamentos encarregados da construção do carro no Centro de Tecnologia da McLaren. Conheci as equipas da noite e, eventualmente, os engenheiros que trabalham no andar de cima, essencialmente, todos os departamentos que tu não costumas ver.”

Lando Norris a testar para a McLaren

Alex Albon está no lado oposto em relação a Norris. Tendo sido aparentemente destinado a uma mudança para a Fórmula E, um final forte da temporada de 2018 viu-o ser recrutado pela Toro Rosso. Até ser contratado pela Toro Rosso em 2019, Albon nunca tinha conduzido um carro de F1. Sem surpresa, o seu foco era menos no vínculo com os companheiros de equipa e mais em aprender o que era preciso fazer ao volante do carro.

“Tem tanta aderência, tanta tração, que é preciso dirigir de uma maneira diferente. É preciso abusar das forças, especialmente na travagem e na aceleração, porque há muito tempo de volta lá. Há milésimos de segundo em lugares que tu, simplesmente, não considerarias procurar. Estar até um metro mais perto da aceleração máxima equivale a um melhor tempo de volta.”

Albon talvez esteja na equipa certa. Mais do que qualquer outra, a Toro Rosso tem muita experiência em colocar pilotos inexperientes em pista. O engenheiro de corridas, Pierre Hamelin, que trabalhou anteriormente com Daniil Kvyat e Brendon Hartley, nas temporadas de estreia, salienta que o carro da Toro Rosso é construído à volta deste tipo de desafio:

“Penso que podemos fazer mais do que outras equipas nesta área porque estamos preparados para isso. Foi para isso que a equipa foi criada. Estamos acostumados a ter jovens pilotos e novos pilotos.”

Alex Albon nos testes de Barcelona de 2019
David Pacheco

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