Foi um dos momentos mais tensos da corrida para a Mercedes. Apesar de ter as operações sob controlo, as estratégias dos adversários levaram os flechas de prata a responder de forma agressiva com uma dupla paragem.
Se uma paragem exige perfeição, uma dupla paragem exige uma perfeição extrema. Se algo corre mal no primeiro carro, ambos os pilotos ficam prejudicados. A manobra foi realizada pela Mercedes de foram espectacular, o que deixou o chefe Toto Wolff muito agradado:
“A dupla paragem foi um momento de orgulho, porque tínhamos tudo a perder em P1 e P2 e prevíamos perder a posição se parássemos um antes do outro, mas a paragem funcionou de forma brilhante. Foi uma situação interessante porque ficou claro que Valtteri naquela posição, estava sob pressão do Sebastian. Então, se o Sebastian tivesse parado, ele teria feito o “undercut” a Valtteri.
“A escolha lógica era parar Valtteri primeiro. Mas se tivéssemos parado o Valtteri, ele teria passado o Lewis com o “undercut”. Não queríamos interferir na ordem, por isso decidimos a dupla paragem. Sabíamos que estávamos prestes a ter um intervalo para fazê-lo adequadamente. Nós fizemos o compromisso com o Valtteri que não perderíamos tempo, e foi realmente impressionante como a equipa o fez.”
“ Até Dieter Zetsche convocou todos os mecânicos e disse que nunca tinha visto nada parecido antes, e deu os parabéns. ”
Esta é mais uma prova que as paragens nas boxes são parte essencial do espectáculo que é a F1. Naquele momento, um desporto que já é de equipa, depende ainda mais da equipa para que tudo corra bem. As paragens nas boxes são fundamentais no espectáculo da F1 e corridas com duas paragens costumam ser normalmente mais empolgantes.
A Mercedes voltou a provar que é a melhor equipa. Um carro que conseguiu superar a performance dos adversários, uma estratégia bem delineada, e colocada em prática de forma brilhante.










