Uma das mudanças mais elogiadas este ano, foi a colocação de um peso igual para todos os pilotos. Agora o conjunto banco/ piloto tem de pesar 80Kg no mínimo, o que significa que os pilotos mais leves têm lastro colocado nos bancos para chegar ao número desejado.
Esta medida visa acabar com as dietas exageradas dos pilotos que iam a extremos para chegar aos pesos pretendidos pelas equipas. Quanto mais leve for o carro e o piloto, melhor a equipa pode distribuir o lastro para chegar ao peso mínimo do carro, atingindo assim um melhor equilíbrio.
George Russell falou da mudança que sofreu do ano passado para este ano:
Tenho 1 metro e 88, e no ano passado pesava 66Kg. Agora estou com 72/73 quilos, tenho mais energia e sinto-me melhor. Tem sido muito benéfico de várias formas. Eu acho óptimo e o F1 precisava disso. Penso que o próximo passo é fazer com que os cockpits tenham um tamanho padrão em todos os carros, porque há benefícios se você for um piloto mais pequeno para encaixar tudo de forma mais apertada.”
“Eu sei que na F2 e F3 eles acabaram de usar um tamanho padrão (192cm). Definitivamente é a direcção certa. Na F2 não havia uma limitação, mas eu sabia que se eu entrasse no Mercedes no ano passado e eu fosse mais pesado que Lewis ou Valtteri, seria mais lento no tempo por volta. Eu queria mostrar o que poderia fazer sem limitações.”
São vários os casos de pilotos que pelo seu tamanho ficaram prejudicados. Os casos de Daniel Ricciardo e Nico Hulkenberg foram os mais conhecidos. No caso de Ricciardo, o australiano pilotava monolugares feitos por Adrian Newey que sempre teve como característica fazer cockpits estreitos para aumentar a eficiência aerodinâmica. A medida proposta por Russell faz sentido tal como a medida que foi este ano adoptada, para beneficio de todos.













