Lexus ES300h
Texto: José Manuel Costa
Será este o melhor Lexus da atualidade?
Isto de vender muito noutras geografias é uma bênção para o construtor, um pecado para o consumidor do Velho Continente que, nestes casos, nunca tem um produto adaptado às suas necessidades. A Lexus sempre seguiu o seu próprio caminho, apostou as fichas todas nos híbridos, foi a primeira a mandar pela janela os motores diesel e implementou uma linguagem de estilo arrojada, que não deixa de dar nas vistas e embrulha um interior com qualidade, mas um estilo que nos deixa sempre a pensar quem, na realidade, desenha os habitáculos da Lexus. Suspeito, mas como não tenho provas… adiante. Ora, finalmente!, a casa de luxo da Toyota decidiu encarar os europeus pelo lado do volume e não pela exclusividade. Deitou mão a um carro que “só” vendeu 2,3 milhões de unidades desde que foi lançado em 1989, remodelou-o e qual jogador da bola japonês ansioso de jogar no Velho Continente, despachou-o para a Europa. Objetivo? Simples, tomar o lugar do mais caro e complicado Lexus GS e com jeitinho, desbastar mais um bocadinho as vendas do imponente LS. Sim, já sei que a Lexus não quer assumir que o GS será empurrado para fora do Velho Continente por este ES, mas não faz muito sentido ter dois carros semelhantes a lutar pelo mesmo número de clientes. Além disso, o GS acabou por não ter muita felicidade no Velho Continente com apenas 1460 unidades vendidas em 2017 e 1094 veículos em 2018, ou seja, apenas 2,5% das vendas totais da Lexus na Europa. Vamos lá saber o que vale este Lexus com tração… dianteira!
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