O Mundial de Fórmula 1 ruma para a sua 1000ª corrida. O GP da China vai ficar marcado na história como a milésima corrida da história da Fórmula 1, uma enorme efeméride de uma disciplina que começou a disputar-se como ‘Mundial’ a 13 de maio de 1950, com o GP da Grã-Bretanha que se realizou em Silverstone.
A Mercedes não poderia ter desejado um melhor início para a sua quinta defesa consecutiva do título, com os Flechas de Prata a garantirem duas dobradinhas nas duas primeiras corridas, mas se no arranque em Melbourne, foi mais do que merecida face à impotência dos adversários, o que se passou no Bahrein foi uma história bem diferente, com a Ferrari a ser apenas derrotada pela fiabilidade.
A Ferrari recuperou-se bem para o Bahrein, depois de um mau fim-de-semana na Austrália. A Scuderia encontrou soluções para os problemas que a afligiam no traçado de Albert Park, e logo na sexta-feira, em Sakhir, optaram por operar modos de motor mais potentes para avaliar até onde podiam ir. O teste foi um sucesso e a equipa foi capaz de usá-los com um efeito ‘devastador’ nas sessões seguintes e quando a corrida começou a dobradinha parecia ser uma inevitabilidade. O ritmo que mostraram, especialmente através de Charles Leclerc, assustou os rivais.
Mas um problema de motor – que mais tarde se soube ter-se devido a um curto circuito dentro de uma unidade de controlo da injeção do motor – roubou a vitória a Charles Leclerc e, apesar de ainda ter conseguido terminar no pódio, o erro do seu colega de equipa, Sebastian Vettel, quando lutava com Lewis Hamilton, significou que o outro Ferrari já não estava em posição de vencer.
Mercedes não se enganou, com Hamilton aproveitando bem a oportunidade para vencer pela primeira vez em 2019, com o seu companheiro de equipa, Valtteri Bottas, em segundo. No final, apesar do ritmo da pré-temporada e da prestação no Bahrein, a Ferrari está a 39 pontos da Mercedes após duas corridas.
Contudo, a equipa italiana está esperançada na recuperação. O circuito de Xangai tem uma das retas mais longas do calendário, e apesar da Mercedes ter liderado o caminho nesta área na maior parte do tempo na era turbo-híbrida V6 da F1, isso já não sucede agora. A unidade motriz da Ferrari é a mais potente, algo que já se viu no Bahrein e pode ver-se ainda melhor na China.
A Ferrari solucionou os problemas de equilíbrio que os afligiram em Melbourne, ao que parece, todas as equipas estão a achar os regulamentos aerodinâmicos de 2019 difíceis de lidar, já que a afinação das suas máquinas é feita com uma janela de operação mais estreita, algo que tramou também a Red Bull, que sofreu com isso no Bahrein.
Em próximos artigos, falaremos das lutas do resto do pelotão.
Horário
Sexta-Feira, 12 Abril
Treino livre 1 03:00 – 04:30
Treino livre 2 07:00 – 08:30
Sábado, 13 Abril
Treino livre 3 04:00 – 05:00
Qualificação 07:00 – 08:00
Domingo, 14 Abril
Corrida 07:10









