As estreia na F1 são sempre exigentes para quem vem de uma realidade diferente como a F2. A maior exigência a nível técnico, psicológico, a maior pressão e exposição são por vezes factores que influenciam as performances dos mais jovens.
Charles Leclerc, por exemplo, que tem sido largamente elogiado depois da excelente prestação no fim de semana passado, demorou algum tempo até começar a mostrar todo o seu talento, no ano passado.
Mas para os três jovens que este ano iniciam a sua aventura no Grande Circo, foram até agora duas corridas com nota positiva. Lando Norris lidera este “campeonato”, com duas passagens à Q3 e um sexto lugar pela McLaren.
O jovem britânico está ainda longe do que pode fazer. Nota-se ainda alguma insegurança e nervosismo, mas o seu talento e velocidade pura tem sobressaído. Na última corrida, por exemplo, fez uma ultrapassagem de grande nível a Pierre Gasly, embora não tenha parecido que a ideia inicial era essa. O piloto terá sido apanhado de surpresa quando o francês travou mais cedo e foi obrigado a decidir numa fracção de segundos. Mas a decisão que tomou foi a correcta e a forma como concluiu a manobra, soberba. Tem ainda de evoluir e de ganhar mais confiança, mas tem tudo para ser um caso sério. Além disso a sua postura bem disposta, quer no paddock como nas redes sociais, são boas para o campeonato. Tem um ar de miúdo traquina mas tem talento para dar e vender. Só precisa de continuar a amadurecer.
Alex Albon conquistou também os primeiros pontos da sua carreira. Aquele que era o “herói” de Norris nos karts, teve a tarefa mais difícil dos três estreantes, com muito menos tempo ao volante de um F1, quando enfrentou a primeira prova. Em Melbourne acumulou alguns erros, mas no Bahrein fez uma boa prova e conquistou os primeiros pontos, estando inclusive à frente do seu colega de equipa. Albon beneficia também de um carro que tem algum potencial e que lhe permitirá lutar por pontos com alguma regularidade.
George Russell é aquele que menos tem dados nas vistas por motivos óbvios. Com um carro que está a quatro segundos da frente da tabela e dois do meio da tabela, é complicado dar nas vistas. Na luta interna com Kubica tem levado a melhor. Não é possivel fazer grandes juízos de valor tendo em conta o material que tem a disposição. Mas tem a postura correcta e já provou que tem talento.
Para já os três jovens, cada um à sua maneira, pode estar contente com as primeiras semanas na F1. O melhor estará para vir.











