Apesar de ser um dos desportos mais avançados tecnologicamente e de estar em constante evolução, as mudanças nem sempre são vistas da melhor forma por parte das equipas e dos fãs. O caso dos novos regulamentos que foram introduzidos para esta época são um exemplo. Desde início que a sua introdução foi criticada e que se questionou a sua utilidade na melhoria do espectáculo.
Jean Todt gostava de ver uma visão mais optimista nas mudanças:
“Ouvi de tudo, desde que era um desperdício de dinheiro, até uma fantástica melhoria nas oportunidades de ultrapassagem. É por isso que estou realmente animado com o que as novas regras vão trazer. Em vez de serem positivos e trabalharem juntos para construir o melhor produto de automobilismo do mundo, alguns só querem ver os erros.”
É ainda difícil ter uma visão correcta do que estas mudanças trazem. Se por um lado obrigou as equipas a gastar dinheiro para encontrar soluções, por outro ainda não é certo que o resultado final seja o que se espera, apesar de ser um teste à filosofia que os responsáveis da F1 querem usar em 2021. Uns dizem que há melhorias, outros dizem que se não fossem estas alterações seria ainda mais difícil ultrapassar, outro não notam diferenças.
No entanto, muitas são as mudanças que por vezes nos deixam de queixo caído. Ainda agora, a tentativa de mudar o sistema de pontos, dando um ponto para o detentor da melhor volta é a mais recente proposta. A mudança em si não parece ser má, mas a altura em que a proposta chega causa alguma estranheza, num desporto que planeia tudo com meses de antecedência. Também a famosa mudança do formato da qualificação em 2016, que foi rapidamente abandonado, foi uma ideia tardia, que poucos compreenderam e que não resultou. Todt tem razão ao dizer que a F1 vive demasiado da polémica e da sua faceta mais negativa. Mas a F1 tem feito por motivar uma certa dose de desconfiança a cada mudança.












