O rali do Ártico teve este ano dois pólos de interesse suplementares para os adeptos lusos. O piloto de Fórmula 1 da Mercedes, Valtteri Bottas estreou-se nos ralis, e pelos vistos não se deu nada mal, já que venceu um troço e foi quinto da geral. Apesar de guiar um WRC ao contrário da maioria dos principais adversários, o finlandês nunca guiou em ralis, muito menos numa prova difícil e específica como o Rali do Ártico uma espécie de Rali da Suécia com muito mais neve, já que a prova se realiza no círculo polar Ártico.
Bottas foi quinto classificado a 1m61.8s do vencedor, o seu compatriota Emil Lindholm, filho do antigo piloto de ralis Sebastian Lindholm, primo de Marcus Gronholm, cujo melhor resultado foi um quarto lugar no Rali da Finlândia de 1997, que correu num Ford Escort WRC. O filho, Emil, venceu o Rali do Ártico aos comandos de um Volkswagen Polo GTI R5.
Bottas, que guiou um carro semelhante em especificações aos que correm no Monte Carlo, lutou contra pilotos que correram em R5. Mais carro, muito menos experiência, quer dos ralis bem como desta prova. Venceu um troço, a super especial de Mäntyvaara de 3.5 Km. Ainda lutou pelo quarto posto com Henrik Pietarinen, mas o piloto do Skoda Fabia R5 foi mais forte. Bottas teve como navegador, Timo Rautiainen, que fez carreira ao lado de Marcus Gronholm.
Curiosamente, o filho de Gronholm, Niclas, que passou as últimas três temporadas a competir no WorldRX, também correu neste evento, mas atrasou-se logo no primeiro troço e recuperou apenas até ao 24º lugar.
Quem marcou igualmente presença nesta prova foi Hugo Magalhães, que se estreou ao lado do saudita Al-Rashed Rakan. A dupla começou em 24º, subiram até 12º, mas depois ficaram presos num banco de neve. Lograram tirar de lá o carro e terminaram a prova, ainda que em 43º da geral, 21º da classe.











