O Grande Prémio da Grã-Bretanha é a terceira corrida consecutiva da Fórmula 1 e só vai existir uma semana de pausa antes de mais duas semanas de trabalho na Alemanha e Hungria. As equipas pedem que esta frequência de corridas não aconteça na próxima temporada, algo que a Liberty Media aceitou. Vários diretores de equipa falaram sobre o assunto.
“O meu entendimento é que o calendário, provavelmente, não terá três fins de semana seguidos de corridas novamente no próximo ano. Isso foi o que foi discutido na reunião de estratégia, no início desta semana, mas ainda não é definitivo. Acho que a maioria das equipas, se não todas, não querem três corridas”, disse Zak Brown, da McLaren.
“O mais importante são as pessoas. Eles fazem um esforço enorme e, quando não conseguem chegar a casa, é difícil para eles e para as suas famílias. Eu não acredito que três provas seguidas apareçam no calendário novamente. Talvez tenhamos aprendido a lição de que é bastante difícil para todos”, disse Claire Williams, da equipa com o mesmo nome.
“Não é só o que as equipas são desafiadas a fazer, precisamos também de ver o que os fãs pensam, se há um fator de saturação, se alguém está a assistir à terceira corrida consecutiva. A F1 é muito boa a superar desafios logísticos e técnicos, é nisso que somos os melhores. Mas isso tem um custo financeiro e humano. Podemos fazer tudo – quatro ou cinco seguidas – mas realmente queremos fazer isso? Vale a pena?”, disse Gunther Steiner, da Haas.
“Uma corrida de Fórmula 1 tem que ser algo especial. Mais corridas será desafiante, mas acho que esse não é o ponto. O ponto é pensar ‘qual é o equilíbrio certo entre criar uma constante em estar aqui e um pouco de expectativa’. Se estás constantemente disponível, o amor pode desviar um pouco. É preciso manter esse sentimento de algo especial”, disse Cyril Abiteboul, da Renault.











