Por José Manuel Costa
Que o duro golpe da saída da Audi no WEC tinha provocado danos na competição já se sabia, mas quando a Porsche decidiu retirar-se um ano antes do compromisso de sair apenas no final de 2018, a FIA, o ACO e Gerard Neveu, o responsável pelo WEC, ficaram à beira de um ataque de nervos. Felizmente que todos tiveram uma belíssima ideia e criaram esta “SuperSeason 2018/2019” que ao longo de 18 meses terá oito provas, com duas visitas a Spa Francorchamps, fecho da temporada com as 24 Horas de Le Mans e promovendo o regresso de Sebring à competição. Além disso, propuseram uma categoria LMP1 privada sem motores híbridos.
Contaram com a ajuda da Toyota, que aceitou perder vantagem para tentar igualar mais um pouco as performances e, contas feitas, a categoria LMP1 tem 10 carros inscritos (em Spa os Ginetta ficaram parados por falta de dinheiro) e entre todas as categorias há 37 equipas inscritas. Se os 10 carros na categoria LMP1 era inédito, este número de inscritos é um absoluto recorde.
Os LMP2 perderam alguns dos seus habitues por troca com os LMP1, mas nos GTE-PRO, por exemplo, são cinco as marcas presentes. É verdade que o BoP automático é uma bela ‘trampa’ e que algo terá de ser feito, mas a verdade é que o campeonato está bem catita. E no final da primeira corrida, já temos um português a vencer (nos GTE-AM com Pedro Lamy) e o outro luso (António Félix da Costa) a ser o melhor dos BMW M8 GTE. Que venha Le Mans porque o Mundial de Endurance está a ficar bem interessante.










