A Sauber iniciou em 2018 uma nova era. Depois de vários anos a sobreviver com recursos mínimos e sem competitividade, a equipa entregou as rédeas da equipa a Frederic Vasseur e as mudanças não tardaram em fazer-se sentir. E a mais visivel é a presença de um logotipo gigante no carro que diz Alfa-Romeo. A associação da equipa com a mítica marca italiana trouxe um novo folego à equipa e mais que isso, permitiu uma parceria mais próxima com a Ferrari.
Vasseur foi claro quando disse que o problema da falta de competitividade de 2017 não era apenas devida ao motor ultrapassado mas também ao fraco chassis, especialmente na componente aerodinâmica. Era preciso reestruturar a equipa e melhorar várias áreas. O resultado desta reestruturação, (que ainda decorre com o anuncio da saída de Jorg Zander, agora ex-director técnico da equipa) foi um carro radicalmente diferente do que vinha sendo a filosofia de simplicidade usada pela Sauber. Um carro com detalhes inovadores e com ideias que poderão despertar a curiosidade de outras equipas. Claro que uma máquina nova precisa de tempo para crescer e mostrar valor, mas ao contrário do que se esperava, a Sauber tem conseguido levar a água ao seu moinho e já pontuou por duas vezes este ano. Tem 11 pontos em carteira, mais seis que a Williams, menos um que a Haas e menos três que a Toro Rosso. A equipa não tem cometido erros e os pilotos têm apresentado um nível interessante. Ericsson não comprometeu o resultado no Bahrein e Leclerc, depois de uma fase em que cometeu alguns erros comprometedores, encontrou a calma necessária para que o seu talento se evidenciasse.
Os dois pontos de Ericsson e os 8 pontos de Leclerc são a prova que a equipa evoluiu e embora tenham pontuado em corridas atípicas, conseguiram aproveitar os azares alheios. A Haas, que tem um chassis que poderia lutar por um lugar no top5, não tem conseguido materializar esse potencial. É claramente uma fase ascendente da equipa que já mostrou que pode continuar a surpreender e a fazer aparições nos pontos. Mas é excelente ver uma equipa que passou por um processo de reorganização tão profundo possa estar já a apresentar resultados positivos. A F1 precisa disso.











