O diagnóstico não é nada agradável para os fãs da Williams. Os testes em Barcelona revelaram um carro ainda muito “verde” e com um nível de performance abaixo do desejável. A equipa britânica alterou radicalmente o conceito do seu carro para este ano, deixando uma filosofia de arrasto mínimo (e por consequência menor apoio aerodinâmico), passando a tentar obter mais downforce relativamente ao passado recente. As primeiras indicação não são famosas e a equipa já identificou os problemas. Paddy Lowe explicou:
“As limitações do carro neste momento são essencialmente a instabilidade na entrada das curvas. É muitas vezes um factor limitante num carro mas o efeito está particularmente exagerado com a configuração que temos”.
O novo desenho do carro é apenas um dos factores que provocam os problemas no FW41:
“Este tipo de problemas envolve uma forte componente aerodinâmica forte mas a solução evolve uma série de pormenores como os pneus e as suspensões. Tivemos muitas mudanças, quer no carro, quer na equipa. Pode demorar um pouco a desenvolver e optimizar o carro e creio que poderemos evoluir durante a época e até na próxima temporada.”
O cenário a curto prazo parece assim algo sombrio para a Williams que não parece ter condições, para já, de tentar um lugar no top 5. Mas Lowe parece apenas estar interessado no panorama geral e vê ainda motivos para olhar o futuro com optimismo:
“Ao nível da correlação estamos muito bem. A capacidade que a Williams tem de medir dados aerodinâmicos é das melhores que já vi, Tanto a tecnologia como as pessoas que temos fazem um pacote muito forte. Temos um túnel de vento fantástico, muito perto do melhor que existe, temos as ferramentas ideais e sabemos como as usar. Mas há potencial para muito mais.”
Assim, a Williams tem potencial, tem as ferramentas mas neste momento não tem o carro. O potencial existe e está acima de qualquer dúvida mas, tal como na Sauber, as mudanças profundas implicam problemas normais num processo de remodelação. Demorará algum tempo até regressarem à antiga forma mas se isto permitir à equipa ressurgir em força… terá valido a pena o esforço.










