Se achavam que a vitória da Toyota em Le Mans é um dado adquirido, a realidade mostra algo bem diferente. Resultado das alterações para a “Super-Season” 2018/2019, as máquinas não-híbridas terão iguais chances de lutar pela vitória, numa janela de oportunidade que já não acontecia há muito tempo.
A Toyota poderá usar apenas 35.2 Kg de combustível por stint, contra os 52.9 Kg para os não-híbridos (no ano passado os Toyota podiam usar 44 kg por stint). Em adição, os não-híbridos poderão usar quase o dobro da energia por volta (210.9mj) em comparação com a energia permitida à Toyota (124.9mj).
David Floury, director técnico da Oreca, que irá fornecer a Rebellion, acredita que esta é a melhor chance de uma equipa privada vencer desde 2005, uma oportunidade que considera rara.
E é mesmo da Rebellion que deverá vir a maior ameaça, pelo menos é o que pensa Mike Conway, que comentou as mudanças técnicas para Le Mans:
“Os privados foram favorecidos nas mudanças dos regulamentos, que são muito mais abertos para eles. A vitória da Toyota em Le Mans não é um dado adquirido. Por exemplo, a velocidade de ponta dos privados deverá rondar os 360 Km/h, enquanto que a nossa se ficará pelos 340. A confirmar-se é uma diferença grande o que torna a tarefa muito mais complicada. Temos vantagem na saída das curvas com as quatro rodas motrizes, mas eles podem dar-se ao luxo de ter mais apoio aerodinâmico, mesmo que isso implique mais arrasto, pois têm muito mais combustível para usar. Creio que a Rebellion, tendo o chassis da Oreca, pode apresentar-se com um bom pacote. Vamos ver no Prologue, o que irá acontecer.”
O Prologue está marcado para Abril e nessa altura termos mais dados para comparar andamentos.












