O campeão francês, agora um dos responsáveis pela equipa Renault, não poupou elogios ao seu jovem compatriota, que teve em 2017 a primeira época a tempo inteiro na F1.
Prost não teve medo de o comparar a Max Verstappen, considerado por muitos o melhor jovem talento da atual grelha:
“Fiquei muito impressionado com a prestação de Ocon no ano passado. Mostrou uma excelente regularidade, estando inserido numa equipa muito boa e com a concorrência de um piloto talentoso e com provas dadas. Geriu muito bem a época. Se colocarmos os pilotos de top fora da equação, evidentemente que Max foi por vezes imbatível e verdadeiramente impressionante, mas se avaliarmos a época inteira, a performance de Estaban terá sido talvez ainda mais impressionante.”
Comparar Ocon com Verstappen pode ser algo arriscado. Verstappen é claramente um talento único e já provou diversas vezes em pista que é especial (teve em 2017 um carro pouco fiável que não permitiu que brilhasse mais). Mas Ocon também mostrou muita qualidade, soube impor-se logo no primeiro ano a tempo inteiro, e num lugar nada fácil.
A luta interna com Pérez foi dura, mas mesmo assim, se analisarmos os números do jovem que pertence ao programa da Mercedes, as sua prestações não ficaram aquém do mexicano. Pérez conquistou 94 pontos contra 83 de Ocon (3 corridas no top5 para o mexicano, contra 2 do francês). Esteban Ocon terá acusado um pouco o incidente em Spa e sofreu um abaixamento de forma a partir daí, comparativamente ao início da época, mas manteve uma regularidade notável para um jovem 21 anos.
Foi claramente uma das boas surpresas de 2017, confirmando o que já se esperava dele, depois de ter vencido o campeonato de F3 e o GP3, Em 2016 chegou à Manor e convenceu os responsáveis da Force India a darem-lhe o lugar que era de Hulkenberg (quando se esperava que fosse Wehrlein o escolhido), uma decisão acertada, dado o rendimento do piloto este ano. Terá de mostrar no mínimo a mesma qualidade para confirmar as credenciais apresentadas.










