O ano passado por esta altura ninguém sabia o que iria acontecer com a Ferrari em 2017. Sabia-se, isso sim, que 2016 foram maus demais, e por isso a pressão de Sergio Marchionne era grande para 2017. Em silêncio, os homens de Maranello trabalharam muito no inverno e chegaram a Barcelona com o melhor carro. Um ano depois, neste momento, Sergio Marchionne utiliza a ironia nas sua declarações e parece ter vindo de Maranello muito relaxado: “Estive em Maranello na passada semana e os homens do projeto pareceram-me demasiado relaxados. Só posso concluir que ou fizemos um verdadeiro ‘monstro’ ou um ‘lixo’! Tudo fizemos para ter um monolugar super forte, mas temos que esperar até 22 de fevereiro até à data da apresentação”, disse Marchionne em Detroit, onde decorre o Salão Automóvel. Sabe-se para já que a distância entre eixos do carro será seis centímetros maior, como o Mercedes, sendo que o projeto está nas mãos de Simone Resta, designer que veio dos GT na temporada passada.










Normalmente quando este vem falar do carro antes de tudo começar, a época é para esquecer
O Simone Resta veio dos GT na temporada passada? O homem é director técnico na F1 desde 2012!
A distância entre eixos maior do Mercedes de 2017 não foi a principal razão para os seus problemas até meio da época?
Não. O problema dos Mercedes era a aerodinâmica. A distância entre eixos maior até beneficia a velocidade de ponta. Se reparar, os Red Bull e os Ferrari (entre outros) têm a traseira ligeiramente mais alta em relação ao solo que a frente, ao passo que nos Mercedes a altura é sensivelmente a mesma em ambos os eixos. O que causou alguns desequilíbrios nos carros: quando os pilotos partiam da pole position e saíam à frente, ou quando as pistas eram muito rápidas, os carros eram imbatíveis; quando andavam atrás de outros, tornavam-se muito difíceis. Veja as dificuldades que o Hamilton… Ler mais »
A traseira levantada também beneficia uma maior carga aerodinâmica no eixo traseiro, que em circuitos sinuosos ajuda a meter a potência no chão (onde é importante ter tracção à saída das curvas). Os Mercedes neste campo eram piores, tinham o melhor motor, mas nestes circuitos perdiam alguma dessa vantagem e no início da época gastavam os pneus com mais facilidade pela má gestão que isso provocava. Sem falar na tal questão da menor margem de manobra na afinação, enquanto que RB e Ferrari tinham maior margem de erro, a Mercedes tinha de acertar ou então via-se aflita… Já nos circuitos… Ler mais »
Os Mercedes tinham uma wheelbase de 3.68 cerca demais 10 cm que a concorrência. Uma loucura. Sóa Manor (???) teve uma “trave” parecida quando lá andou! A aerodinâmica dos F1, protótipos etc, privilegia mais o apoio do que a penetração, daí os carros serem geralmente tão feios.Isto porque os circuitos onde se corre são na generalidade lentos, pelo menos comparativamente como que eram no passado. Tudo se resume a uma procura de força vertical. O Ferrari era um monolugar muito mais feio do que o Mercedes mas parece que além de tratar melhor os Pirelli também tinha uma aerodinâmica mais… Ler mais »