Stéphane Peterhansel era ainda um jovem campeão de skate, vibrava frente à TV ao ver o Dakar nos anos 80, quando Cyril Neveu e Hubert Auriol lutavam nas dunas do Sahara. Estreou-se em 1988, há 30 anos, mas depressa o seu talento o colocou entre os melhores, vencendo pela primeira vez em 1991. Depois disso, foram seis triunfos em oito anos com a Yamaha.
Passou para as quatro rodas, as melhores qualidades mantiveram-se, foi sétimo na estreia nos autos, em 1999, segundo no ano seguinte. A consagração chegou em 2004, ano em que ‘Peter’ se converteu no segundo piloto da historia do Dakar, depois de Hubert Auriol a vencer nas motos e nos carros.
Depois veio a saga Mitsubishi, passou para a X-Raid, e em 2012 ganhava pela 10ª vez o Dakar. em três anos com a Peugeot, venceu as últimas duas edições, pela 13ª vez na sua carreira, depois de uma fabulosa luta com o seu companheiro de equipa, Sébastien Loeb. Trinta anos depois da sua primeira presença no Dakar, Peterhansel é o maior piloto de sempre da história da prova:
“Penso que esta edição vai ser mesmo muito difícil. O seu percurso apresenta referências às origens africanas do Dakar, com muito deserto, muitas dunas e talvez algumas reviravoltas nas especiais mais longas. Isto deixa muita coisa em aberto e é até possível que não seja o mais rápido a impor-se. No início deste projeto estabeleci como objetivo oferecer à Peugeot o reencontro com as vitórias. Isso foi conseguido e, pela minha parte, sinto menos a pressão do que nos anos anteriores, mas sinto, na mesma, uma enorme motivação em ganhar este Dakar com a Peugeot. O carro está ainda mais eficaz do que no ano passado. A sua maior largura torna-o mais fácil de controlar em curva e deverá permitir também um melhor desempenho nas dunas. Estamos muito satisfeitos com esta evolução, que já tivemos a ocasião de ensaiar ao longo de mais 5.000 km de testes, o que equivale ao total de troços cronometrados de um Dakar.”













