João Fernando Ramos voltou ao Rali da Catalunha onde foi o único piloto português a participar nesta edição. Mas o destaque desta presença na ronda do WRC está na estreia que fez ao volante de um carro da categoria N5, em particular o Ford Fiesta desenvolvido pelos espanhóis da RMC. Naquela que era a primeira vez que o carro competia, João Fernando Ramos e Jorge Carvalho aproveitaram para tomar contacto com um carro com um conceito semelhante ao dos R5, mas debateu-se com alguns problemas de juventude que afectaram a prestação da dupla nacional.
“Passámos por um calvário de pequenos problemas que fomos ajudando a resolver”, disse o piloto. Não houve um dia isento de complicações, mas que a equipa encarou como um processo natural. A prestação de Ramos e Carvalho não ficou completa porque no último dia, o turbo provocou o sobreaquecimento de uma peça na cabeça do motor do Fiesta e consequente fuga de óleo. No primeiro dia, nos pisos de terra, foi o cabeçote de um amortecedor dianteiro que cedeu e no dia seguinte, a equipa teve de parar depois da quebra da correia do alternador.
Apesar das dificuldades, João Fernando Ramos não tem dúvidas. “Este carro é muito giro e excelente para os campeonatos nacionais”, afirmou o piloto português. O conceito N5 é muito semelhante ao R5, mas menos competitivo e dispendioso. Tem tracção total, motor 1.6 turbo e caixa sequencial de seis velocidades. “Os travões são tipo os do R5 e o carro é mais leve. As principais diferenças estão nos desempenhos do motor e da caixa de velocidades que não são tão bons”, explicou. João Fernando Ramos equaciona continuar a correr com N5 em 2018. A sua participação no Rali de Portugal está apenas pendente do carro ter homologação nacional como já acontece em Espanha. Actualmente já há vários modelos prontos a correr e o preço de aquisição varia entre os 150 e os 200 mil euros.
João Picado










