Os responsáveis da FIA decidiram, e bem, mudar as regras do WRC para 2017. O espetáculo é bem melhor, por sorte, há grande equilíbrio este ano, mas a FIA tem um receio, chamemos-lhe medo, se quiser, e por isso continua a sofrer com as suas próprias decisões. O anterior presidente, Max Mosley, lançou uma federação que ‘atacou’ com muita força a segurança nos ralis e o atual presidente, Jean Todt, meteu o seu cunho na indústria automóvel com a Campanha “Segurança na Estrada”.
Mas, pelo meio destas iniciativas e medidas, acharam por bem elevar o nível de performance dos World Rally Cars. Esta diretiva é tecnicamente excitante, as medidas de segurança dos pilotos e navegadores foram incrementadas, mas alguém se esqueceu de ‘avisar’ os organizadores das provas, pois aí têm-se assistido a alguns momentos nada divertidos.
Por exemplo, ninguém disse aos organizadores como deveriam reagir em termos de segurança nos troços. Alguém disse aos organizadores para terem cuidado com os troços que escolhiam? Será que a velocidade nos troços devia ser artificialmente diminuída com chicanes? Será que os organizadores devem passar a ter que escolher troços mais lentos para fazer face à maior velocidade dos carros?
Um conjunto de chicanes foram introduzidas na Finlândia, o rali mais rápido do WRC, mas essas não agradaram a ninguém e o problema continuou na Alemanha. Fala-se em ‘blocos’ movíveis (como nas super-especiais do CNR) mas isso vai colocar em risco os Marshals, para além de não haver garantias que as trajetórias sejam iguais para todos. Portanto, há muitas lições a retirar deste WRC 2017 e algumas coisas a mudar para o ano…









