Kimi Raikkonen teve uma primeira metade de época com muitos altos e baixos, mas a Ferrari renovou-lhe o contrato para 2018, o que significa que o finlandês deixa de ter esse peso nos ombros e pode explanar melhor as suas capacidades. O finlandês continua a ser um piloto que, num bom dia, é imbatível, mas quando o carro não está a seu gosto sofre bastante, sendo demasiado sensível à reação do trem dianteiro, que precisa de ser agarrado ao chão, o que o acaba por colocar em desvantagem face ao seu colega de equipa, neste caso, Sebastian Vettel, que demonstra maior capacidade em contornar as limitações dos seus respetivos monolugares.
Tendo um piloto que, ao longo da temporada, poderá ter mais fins-de-semana em que não terá o carro inteiramente a gosto do que aqueles em que terá, a aposta da Ferrari para a luta pelo título foi claramente para Vettel, que agarrou quase todas as oportunidades com as duas mãos e, apesar de alguns erros, principalmente em qualificação, tem imposto o seu domínio no seio da equipa de Maranello. Raikkonen, muito embora no Mónaco não tenha ficado contente por ter perdido a corrida nas boxes para o seu colega de equipa, parece confortável na posição de escudeiro do tetracampeão mundial, tendo muitas das vezes condicionado as suas corridas com estratégias menos corretas para poder ajudar o alemão.
Contudo, demasiadas vezes o finlandês parece demasiado ausente e não tem sido o piloto que a Ferrari necessita para poder ombrear com a Mercedes pelo título de Construtores, como demonstra a tabela de pontos, onde Vettel lidera o Campeonato de Pilotos com 202 pontos contra os 116 de Raikkonen, que está no quinto posto com menos um ponto que Daniel Ricciardo. Neste aspeto, a dupla de pilotos da Mercedes é muito mais equilibrada – Hamilton é segundo com 188 e Bottas terceiro com 169. Ainda assim, a Ferrari parece preparada para lhe oferecer mais um ano de contrato, mantendo o seu “line-up” inalterado pela quarta época consecutiva.












