Depois da detenção de Vijay Mallya em Londres não se sabe o impacto que terá no desempenho da sua equipa. É que o empresário passou de quase herói nacional na Índia pelos feitos da formação de Silverstone na F1 a um procurado com ‘direito’ a mandado de extradição no Reino Unido.
Mallya, de 61 anos, é acusado pelas autoridades indianas de fraude e ‘lavagem’ de dinheiro na sequência do processo de falência da sua antiga companhia aérea; a Kingfisher Airlines. O empresário, que criou a Force India em 2008, deverá aos credores mais de um bilião de dólares, empréstimos destinados a financiar a Kingfisher. Com Vijay Mallya detido ninguém sabe o que pode acontecer à equipa de F1, que neste momento vive um bom momento desportivo mas não se pode dar ao ‘luxo’ de se tornar uma ‘vítima’ neste processo,
Segundo o conceituado jornalista Joe Saward, a Force India deve grande parte da sua subsistência ao ‘prize-money’ concedido pela FOM devido aos resultados desportivos que vem conquistando nas últimas épocas, e mesmo com os patrocínios trazidos por Sergio Pérez e um novo contrato com a empresa austríaca BWT não é fácil manter o orçamento da equipa acima dos 100 milhões de dólares.
Bob Fernley, o diretor da equipa, Andrew Green, o diretor técnico, e o projetista Otmar Szafnauer têm contribuído decisivamente para os êxitos conseguidos pela Force India e merecem ver os seus esforços recompensados e não colocados em risco por situações externas às atividades na F1. Assumindo que Vijay Mallya não tenha de vender a equipa e encontrar um comprador, tudo pode continuar como até aqui, mas se isso não suceder Joe Saward considera possível que a Liberty Media ou uma outra empresa norte-americana possa ‘entrar em campo’.








