Um dos assuntos que a FIA quer ver debatido é uma forma de tornar as ultrapassagens mais frequentes nas próximas corridas de Fórmula 1. O número de ultrapassagens foi menor em comparação com a época passada, levantando a questão se o sistema DRS foi, ou chegou a ser, uma boa ideia.
Apesar de no Grande Prémio da China ter tido mais ultrapassagens que a prova de abertura, na Austrália, muitas delas resultaram de várias condicionantes, nomeadamente os períodos de ‘safety car’ no começo da corrida, que colocaram carros mais rápidos atrás de outros mais lentos. O DRS ajudou a criar várias ultrapassagens na curva 14 e noutros pontos do Circuito Internacional de Xangai, ao mesmo tempo que permitiram que os carros rodassem mais próximos.
Contudo, alguns pilotos passaram várias voltas atrás dos adversários incapazes de ultrapassar. O aumento da turbulência gerada pelos monolugares de 2017 tornou mais difícil poderem rodar juntos. De momento o DRS só pode ser utilizado que um carro seguir outro numa margem de um segundo, aumentando o tempo perdido e torna mais difícil fazer com que o sistema atue com a eficácia que era pretendida quando foi criado.
É difícil um compromisso entre ter um carro que seja mais difícil de guiar que o de 2016 e que também permita mais ultrapassagens. Por isso a FIA tem de estudar muito bem o que vai fazer antes de tomar uma decisão precipitada, ficando para o ver o que fará nas próximas provas em relação a este tema. Além disso é preciso ter em conta que o peso do DRS na prova chinesa talvez possa estar a ser exagerada se tivermos em conta as diferenças entre os compostos de pneus utilizados pelos pilotos e, particularmente, a forma como eles ganharam temperatura, já que houve situações de ‘safety car’ onde isso foi um fator.
Em Xangai o DRS teve pouco impacto nas ultrapassagens ocorridas na curva seis, incluindo aquela em que Sebastian Vettel logrou deixar para trás Daniel Ricciardo. Por isso será possível continuar a ver boas ultrapassagens sem ser necessário alterar mais o DRS, além de que este continuará a proporcionar ultrapassagens demasiado fáceis. Para equipas com a McLaren, devido à sua falta de potência, nas ultrapassagens com DRS em curva manter um carro atrás será uma tarefa quase impossível.









