Ricardo Moura chegou ao fim do segundo dia do Azores Airlines Rallye na terceira posição da geral, tendo perdido o terceiro lugar para Bruno Magalhães na derradeira especial de hoje. O piloto queixou-se que o seu Ford Fiesta R5 não está perfeitamente bem afinado, especialmente na seção traseira, revelando ser muito difícil manter o carro nas trajetórias certas. Dessa forma, deixou fugir o líder do rali, especialmente quando perdeu mais de vinte segundos na primeira passagem pelas Sete cidades, perdendo depois o segundo lugar para Magalhães na segunda passagem pelo mesmo troço: “Foi um dia difícil, tive uma dificuldade enorme para manter as linhas de trajetória. Depois furámos na segunda passagem pelo Pico da Pedra, o pneu na mala já era rodado, e ficou muito degradado, pelo que também não podia arriscar um furo. Para amanhã temos que tentar ver se conseguimos por o carro um pouco melhor. Temos que perceber porquê temos tanta falta de tração” disse Ricardo Moura, que vai agora lutar, pelo menos, para recuperar o segundo lugar da geral ou, se preferir, o primeiro do CNR: “A nossa ‘guerra’ é com todos os pilotos por perto, não só com o Bruno. O nosso objetivo é melhorar a performance. Temos que conseguir melhorar a eficácia e resolver a falta de tração. Por o carro mais a andar para a frente…” reforçou Moura, que, resolvendo essa questão, espera ter outras armas para lutar pela posição de primeiro entre os portugueses, e quem, sabe, o triunfo à geral, pois com Lukyanuk nunca se sabe. Tal como o russo confessou no fim do dia: “Como sempre, no drama no fun…batemos e partimos o vidro. Não consigo andar devagar. Em vez de gerir, bati, achava que precisava de dar mais emoção… Sei que tenho que gerir e rodar para ganhar, mas eu não consigo, os espetadores começam a fazer sinais e eu só sei andar depressa…” disse o russo.









