Apesar de haver várias formas de comparar o que as equipas estão a fazer nos testes, curiosamente, os melhores registos dificilmente fazem mais do dar algumas boas pistas. Aliás, se os tempos por volta não fossem tornados públicos, pouco se perdia, mas a verdade é que hoje em dia faz todo o sentido, já que depois vários meses sem Fórmula 1 em pista, os adeptos estão ávidos de ação e os testes são seguidos quase como Grandes Prémios. Aliás, o tráfego dos sites mostra que os testes de pré-época ficam acima de várias corridas. São os novos tempos em que se chega à informação na hora…
Mas afinal, porquê não se pode confiar demasiado nos tempos. Em primeiro lugar, porque as equipas têm programas para cumprir, ainda mais este ano em que os carros são completamente novos e a prioridade não é, como a partir da qualificação de Melbourne, ficar o mais alto possível na tabela de tempos. Em segundo, porque ser rápido numa volta está longe de ser o mais importante num temporada de F1. Seria muito mais interessante, se possível, perceber que registos fazem os pilotos quando realizam séries longas de voltas. Mas de todos, e não só de alguns. Isso é bem mais importante do que o registo de uma única volta.
Mas afinal, porquê os tempos por volta pode ser enganadores? Tomando como exemplo uma volta ao Circuito da Catalunha, comparando um monolugar com o depósito de combustível cheio e outro em ‘spec’ de qualificação pode haver cerca de 2,7s. Se o piloto ativar o DRS nessa volta isso significa 0,8s. Um registo feito com pneus usados ou novos, a diferença situa-se nos 2,2s, depois a hora do dia e a temperatura da pista também influencia, e pode significar até 0,6s. No limite, com todas estas variáveis, um monolugar pode ser até 6,3s mais rápido do que outro que esteja a cumprir uma simulação de corrida. Tentar adivinhar onde ‘está’ cada equipa neste momento, a resposta mais adequada só pode ser a de Vettel, que disse não ter “uma bola de cristal. Tenho mais outras duas, mas não me dizem muito…”.










