Depois de vários dias a ouvir o que os novos ‘homens’ da Liberty Media têm dito acerca da F1, Jean Todt, presidente da FIA veio a público negar que a disciplina precise duma revolução. Sendo verdade que não ‘lhe’ fazia mal nenhum uns acertos aqui e ali, tendemos a concordar com o francês: “Penso que a F1 já é muito grande mas é verdade que o desporto precisa de ser imprevisível, tal como aconteceu em 2016 quando a luta pelo título se deu até à última curva, e estou certo que a Liberty Media nos vai dar formas diferentes de comunicar e certamente trazer mais adeptos para a F1” começou por dizer Todt, que nega ser o domínio da Mercedes desde 2014 a provar que algo na estrutura da F1 esteja fundamentalmente errado: “De momento é a Mercedes, como antes foram a Red Bull, Ferrari, McLaren e Williams, e isso mesmo sucede noutras formas de desporto como o atletismo e o futebol. Portanto, em primeiro lugar devemos congratular a Mercedes pelos seus sucessos e esperar que outros trabalhem igualmente bem” disse Todt, que mais não fez do que constatar uma evidência.
Se olharmos para as estatísticas, facilmente percebemos que este domínio de três anos que a Mercedes já leva, estão ainda bem longe do que sucedeu com a Ferrari que entre 1999 e 2004 venceu tudo exceto o título de pilotos em 1999. A McLaren venceu tudo entre 1988 e 1991, a Red Bull entre 2010 e 2013. Portanto, não é de agora que uma equipa trabalha melhor e perpetua esse domínio alguns anos. Já aconteceu muitas vezes na F1. Agora o que é verdade é que quando a Mercedes entrou em 2014 com ‘aquele’ domínio, ninguém esperava que tanto a Red Bull como a Ferrari estejam há três anos a tentar recuperar sem o conseguir. Quanto aos regulamentos técnicos de 2017: “As expetativas são altas mas vamos ter que esperar pela primeira corrida”, disse Jean Todt.











